Sancho,
É noite já, meu amigo, e a sensação que os
professores vivem ao final de cada etapa letiva se parece muito com as várias
batalhas em que lutamos juntos.
A exatos 60 dias da maratona, após a correção
de todas as provas, somos uma sucessão de cacos, só o bagaço. O pó.
Reclamação? Claro que não! Tenho motivos de
sobra para expressar minha eterna gratidão. Venha conferir como foi um pouco do
meu dia:
Às 04h01 eu já estava na principal rua da
nossa quebrada, aquecendo para o segundo teste de 5 km que mencionei ontem.
Assim que o terminei, passei em casa para acordar a Cecília, minha filha mais
velha. Depois, retornei e corri mais 8 km. Um feito digno de nota, Sancho.
Ainda não sei o resultado oficial, mas o fato é que consegui sobreviver.
Mesmo sem gás de cozinha em casa e com pouca Vitamina
S, no trabalho houve tempo para a devolutiva das provas, finalização de
conteúdo e alguns lançamentos de notas.
À tarde, vivi um momento inesquecível,
daqueles em que a gente diz: “Muito obrigado, Deus! Eu vivi para assistir a um
espetáculo dessa natureza!”
Trilha sonora impecável, sincronicidade mil,
o clássico e o contemporâneo entrecruzados no palco da pluralidade e da nossa
diversidade... do Brasil para o mundo: “PIRACEMA”, do Grupo Corpo.
Ah, Sancho, simplesmente inenarrável.
Terminar um dia de trabalho com arte foi um suspiro de alento. Que este
registro chegue a você como um sinal de renovação e esperança. Agora, preciso
ir: é hora de buscar minhas filhas.
Até breve.
...

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