Segunda-feira, 20 de abril de 2026


 Sancho querido,

 

E não é que tivemos uma segunda-feira diferentona? Não se assuste com o adjetivo, amigo. Vou te contar como foi.

 

Primeiro, que amanhã é feriado nacional – Dia de Tiradentes, um cavaleiro lá do século XVIII. Hoje foi recesso na escola e a consequência disso? Família toda em casa. Ao menos por um tempo.

 

Comecei o dia com aquele treino que nomeei “Espelho dos Princípios”, está lembrado? Um trote, Sancho. O tipo mais leve de corrida; é possível executá-lo conversando, trocando ideias, entende?

 

Assim que voltei, a família já se preparava para o tão aguardado rolê do feriadão: passar o dia em um hotel-fazenda, a uns 60 km de casa! Partimos para lá sem café da manhã. Acredita?

 

Ah, Sancho, só faltou você à mesa. Quantas iguarias! Bolos, biscoitos, roscas, pães deliciosos. Até matei a saudade do leite queimadinho. Memória dos tempos de menino.

A filha caçula foi logo se trocando; a outra caçou uma rede entre as árvores para recuperar o sono, já que dormiu tarde.

 

Nem sei como, enquanto eu lia a obra Toada da terra de lá, de Gisele Garcia, apareceu uma gata de três cores esbanjando charme, mas que também implorava por carinho. Resultado: só fui terminar a leitura às vésperas do almoço, após ter apagado em uma das redes debaixo das árvores.

 

Não foi só leitura e soneca, não. Rolou piscina, muita música boa e o almoço em si... bem, esse nem tanto (faltou um pouco de sal). Mas estar assim com a família está acima de qualquer tempero, Sancho. Todos nós precisávamos muito deste dia, um momento de descanso. Como foi bom!

 

Pretendo até dormir mais cedo. Estou pregado!

 

Boa noite!

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