Em um dia propício, dois jovens que se conhecem, porém não eram amigos, se encontram na torre do sino da escola, com a mesma intenção: tirar a própria vida.

Violet é a garota mais popular do colégio vive uma vida dos sonhos, mas sofre com a perda recente de sua irmã.

Finch é um garoto invisível no colégio, conhecido apenas por suas diferentes formas de se vestir caracterizado. 

Os dois sentem uma conexão única. E através de um desafio feito pela professora de geografia, eles têm o objetivo de percorrerem os lugares mais incríveis do local onde moram. Isso faz com que os dois se aproximem intensamente, descobrindo que nem o amor é capaz de combater os sentimentos obscuros dentro de cada um. 


“Por lugares Incríveis” é um livro de 2015, entretanto, é extremamente atual a maneira como lida com todos os problemas dos jovens da atualidade; de modo que quem lê não se sente como um leitor e sim um dos personagens da história.

O livro foi a primeira publicação da autora Jenifer Niven e há uma possível adaptação cinematográfica para os próximos anos. Além disso, ele deveria ser lido por todos os adolescentes que amam esse tipo de literatura. 




Entrei setembro de 2013 a todo vapor. Ao longo daquele primeiro ano, minha escrita foi obsessiva. Na rede, escrevi comentários diversos, cartas, resenhas, críticas, notícias, crônicas, contos, relatos e até uns “versos vagabundos”. Tudo se transformava em texto. Não chegou faltar assunto.

Para lhe apresentar um breve panorama dessa aventura, listo a seguir algumas curiosidades desses quase seis anos de estrada.

1. Acusado de “máquina geradora de postagens. Um dia, no meio da aula, a garota, em tom de desconfiança, disparou:

– “É você, professor, que escreve todos aqueles posts?” Não tem ninguém que te ajuda não? Quando provei que sim, ela retrucou: “Só você para ser tão doido assim”. Seria, minha linda. Ah, nós aqui. Sobrevivi.

2. Um web designer me salvou: o blog não tinha esse layout. O anterior era horrível. O aluno Ícaro Pacheco Molinari mandou a real: “seu conteúdo é muito bom, Farelo; mas aquele layout...”. O brother trabalhou por mais de 20h nesse formato que vocês conhecem. Grande Panda, já estamos chegando na casa dos 200 mil acessos. Gratidão, meu caro!

3. Ataquei de jornalista cultural: criei um quadro chamado “Farelo 7”. Nele entrevistei contadores de histórias, escritores, desenhistas, artistas de um modo geral. Paulo Fernandes, Pierre André e Adelson de Oliveira não me deixam mentir.

4. Fracassei várias vezes em relação ao número de acessos. Um post, porém, foi histórico. Era sobre a vitória de um time mineiro de futebol (que nuca foi minha praia) tive três visualizações e umas dez críticas. Com futebol eu não me meto nuca mais, nem de brincadeirinha.

5. Um dos segredos do blog está na escolha do título dos posts. Isso foi muito importante, pois com o tempo, a gente entende que visualização não significa acesso. Acesso não representa leitura integral do conteúdo. É preciso, no caso do texto literário, fisgar o leitor já no título.
Exemplos aqui do blog:

“Toda timidez será elogiada”. Há nesse título um eco de Nelson Rodrigues, mas que desperta o interesse imediato dos tímidos. Foi uma das crônicas com o maior alcance.

 “Não seja um marmiteiro”. A pergunta implícita está no imperativo “não seja”, mas o que é um marmiteiro mesmo?

6. Ufa! Venci os 365 dias (estava exausto) ali pensei que tinha feito muito. Não. Nada disso. Eu só estava começando um outro capítulo da minha jornada.

7. Configuração de um perfil. Levei um bom tempo para chegar a essa pegada artística literária do blog, porém não arrependo de nenhum esforço anterior. Sinto que tinha que passar por isso. O amadurecimento veio com a escrita regular das crônicas e contos. Passei a me dedicar mais ao universo dos textos de ficção.   

 8. Um blog que exala literatura:  o perfil oficial. Atualmente o blog conta com a ajuda de mais duas parceiras: Emanuelle Solva, responsável pela resenha mensal de livro juvenil, na tag “Marcador” e Cecília Lima, com as sugestões de livros para o público infantojuvenil, no projeto “Baú Vermelho”. Cuido das resenhas, à frente do “Livros em todo lugar”.

Spoiler 1: vou arquivar 80% do conteúdo do blog, isso ocorrerá nas próximas horas. Está chegando uma nova fase desse projeto.

9. Se você leu até aqui, realmente podemos lhe chamar de fã, certo? Primeiro, desculpe-me pelo tamanho deste post, mas é o último da série. Como forma de lhe retribuir, anuncio, em primeira mão:

10. O blog completará 06 aninhos oficialmente no mês de setembro, mas considerando a data do primeiro post (20/07/2013), o niver não está tão longe assim, certo? Para celebrar essa data tão especial para todos nós, vou lançar o quinto livro da carreira. Um livro com aquilo que a equipe editorial achou de mais coeso nas narrativas curtas, entre contos e crônicas.  Precisa responder se estou alegre?

Spoiler 2: nesse livro você compreenderá o que há (quiat) entre
... os
... farelos  
          ... por
                   ... aí ...

Gostou da notícia? Curtiu os posts? Deixe seu comentário. 

Um grande abraço de todos os farelos que nos deram sustância para chegar até aqui:

Alfredo Lima,
Farelo de Quiat,
Robin Hood da Quebrada

Há tímido por toda parte. O sofrimento deles é representado de inúmeras formas. Em algumas situações, da infância à velhice.

– Filha, o senhor Wanderley está lhe cumprimentando. Você não vai dar um bom dia?

Nem boa tarde. Muito menos uma boa noite. Meio desajeitada, a garota levantava a cabeça e olhava para o porteiro da escola. Levou quase dois anos para lhe dirigir a palavra. Motivo? Timidez.

O tímido tem dificuldade para pertencer a quaisquer grupos. Eles encharcam as camisas, transformam as mãos em fontes trêmulas de suor, quando vão apresentar um trabalho na escola ou na empresa.

Ao receber um elogio sincero, ele rapidamente tem na sua face o mais vermelho dos vermelhos. Conhece alguém assim?

Por vias da circunstância, o tímido é o espelho da insegurança. Basta uma dupla se afastar para uma conversa em particular sobre qualquer coisa, o tímido pensar ser o assunto de tal prosa.

Luis Fernando Veríssimo, um dos maiores cronistas do Brasil, sempre demonstrou timidez nas entrevistas.

Clarice Lispector declarou algumas vezes que era uma “tímida ousada”! É possível imaginar isso de uma das musas da literatura?

E como seria o encontro de dois tímidos? Um desastre para ambos. Travam-se.

Contaram-me certa vez que Mia Couto, escritor moçambicano, em viagem ao Brasil, encontrou nos corredores da editora Companhia das Letras com o cantor e compositor Chico Buarque. Disseram-me que foi uma sucessão de tentativas, vários ensaios. Nenhum conseguiu render assunto. Muito sem jeito, tudo ficou em um “oi”.

O tímido sofre para fazer uma ligação telefônica e resolver assuntos aparentemente banais.   
Desconfio que a sensibilidade advenha das observações que regem seu “estar no mundo”.

Desconfio que a decisão de um tímido é mais sábia do que de uma “pessoa saidinha.” Antes das ações, ele tece possibilidades, reflexões.

Desconfio que há um tímido lendo as impressões deste cronista intrometido, mas que jamais vai me procurar para dizer que não é nada disso, que estou equivocado.

O tímido precisa de um tempo maior, diferenciado. Um tempo para aproximar. Ele é acanhado.

“Por conta da timidez, aprendi a beijar com os olhos”

Está lembrado do início desta crônica? Sabe aquela garota que gastou o maior tempão para cumprimentar o porteiro?

Em uma manhã dessas aí, ela despediu do pai, sacou a grana do lanche no bolso da mochila e saiu em disparada rumo à cantina da escola. Lá comprou a merenda sozinha. Voltou toda contente para a fila. SOZINHA. 

Comprar um lanche pode parecer a ação mais simples do mundo, mas para uma criança tímida, isso é sinônimo de grande conquista.

Talvez a garota não saiba, mas aquele foi um dos dias mais felizes para seu pai e sua mãe (essa também é muito tímida).

E depois daquela cena majestosa, fui motivado a escrever esta crônica com o intuito de propor aos extrovertidos a ideia de que um dia toda timidez será elogiada.

Você  já admirou um tímido hoje?   


Imagem disponível em: http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/como-ajudar-adolescente-lidar-timidez-743074.shtml
20 de julho de 2013 foi a data do primeiro post. Poucas linhas, mais fotografias (não vou mentir). Naquela data acontecia o III Festival de Cenas Curtas, com direção e montagem da atriz Leandra Pacífico, minha esposa e companheira de luta.

Tratava-se de uma simples divulgação desse evento cujo foco estava em propagar também a marca dos apoiadores do projeto. 

Ainda naquele mês, escrevi mais três textos. Lembro-me de que enviei o link do blog para o e-mail de muitas pessoas, mas ninguém deu a mínima importância. 

O que é bastante normal, segundo os especialistas no assunto. Reconheço também que, naquele momento, o projeto não merecia nenhuma credibilidade. Por quê?

A proposta do blog não estava clara. Eu ainda experimentava os recursos do blogger. Apanhava como um condenado, por isso mesmo contei — e espero poder contar sempre  com o auxílio dos amigos que também divulgam os seus trabalhos via blog. 

Refiro-me especialmente, aos parceiros Eric Ricardo e Luís Otávio World. O que tinha em comum com esses artistas: (um desenhista, de Nova Lima, o outro, grafiteiro responsa da nossa quebrada). Não somos blogueiros, mas artistas que compartilham suas experiências na plataforma virtual. 

O fato é que naqueles dedos de prosa, eles me passaram valiosas dicas.
Soma-se a essa fase experimental a negativa de uma editora do Rio de Janeiro. Enviei o manuscrito do livro "A terceira porta da lua", mas ele foi recusado. (Para quem não sabe, eis o "não" mais comum na vida de um escritor).

Para que o original dos autores fosse/seja selecionado, um dos pré-requisitos era/é manter um blog e estar conectado nas principais redes sociais.  Eu não tinha nada disso naquele momento. 

Um não que virou um sim. Como assim?

Ter Facebook, Twitter é moleza para qualquer um, não acha? Mas essa editora, em especial, mencionava em seu tutorial: “blog atualizado”. 

Parti para a pesquisa de escritores que mantinham seus sites atualizados, as atividades que desenvolviam, os assuntos mais recorrentes que eles postavam. 

Ao longo do mês de agosto de 2013, escrevi uns 15 textos. Senti a plataforma, primeiro. Escrevi memórias, ensaios, observações da rotina escolar. Senti o ambiente virtual, primeiro. 

TOMADA DE DECISÃO: 

Com a recusa de mais um original, a experiência da escrita na agenda literária e aquele pequeno ensaio de agosto, criei coragem e prometi para mim mesmo que a partir do mês seguinte 
eu escreveria durante um ano.

Até aquela data não conhecia nenhum escritor (pai de família, produtor cultural e professor) que tinha se proposto a escrever assim de forma ininterrupta. 

Sobre essa experiência, tenho muito para contar. Vou listar algumas curiosidades no post de amanhã, pois será o último dessa série especial denominada "Escrita na Rede"; mas se você quiser fazer alguma pergunta sobre essa experiência, fique à vontade. Terei o maior prazer de lhe responder e postar aqui.  

Uma última curiosidade, antes do próximo post, declaro:  

Paulo Fernandes, amigo, parceiro, foi quem leu, comentou e compartilhou todas as postagens. Ninguém em sã consciência (risos) faz isso. Ele foi um maluco e tanto... Em outras palavras, serei eternamente grato a esse brother. Paulo foi a primeira pessoa, fora da quebrada, a acreditar nessa iniciativa e também na ideia do “Livros em todo lugar”. Até hoje, ele fala que minha escrita obsessiva era inspiradora. Será mesmo?     

E aí, o que você gostaria de saber? 

Abraços, 


... farelos por aí ...     


Está na hora de lhe contar partes de como tudo começou nesse louco universo da escrita diária.  Uma aventura? Vou chamar de uma rica experiência. 

Como chegava alguns minutos mais cedo à escola, restava-me um tempinho para a leitura de frases e para as anotações. Eis um hábito que a gente adquire ao longo da vida: tomar nota! 

Nos anos de 2011 e 2012, os professores de Linguagem ganhavam de presente (mimo dos consultores das editoras)  uma agenda, muito bem confeccionada por sinal. 

A agenda dessa editora trazia no final das páginas: frases, versos, citações diversas de autores da Literatura Brasileira. (Uma pena que nunca mais ganhei uma dessas).   

Curiosamente, esses trechos me convidavam a redigir alguns comentários críticos, às vezes, poéticos. Eu tinha no máximo 15 minutos para ler, interpretar e escrever sobre a frase do dia. 

Aos poucos, tornou-se uma prática, com pouca disciplina, mas reveladora. Com o tempo, fui percebendo que aquela não era mais uma agenda de compromisso, mas sim impressões, registros. E com muito orgulho, hoje posso dizer,  que dava gosto olhar para aquele meu "diário proético". Misturava-se tudo naquelas páginas. 

Em junho de 2013, com a criação do blog (ou quase isso), a escrita diária para a internet exigiu outras habilidades. Vou falar disso nas próximas postagens, dessa série especial.  

Detalhe:
apresentei o projeto do blog à editora responsável pela criação da agenda e eles não deram a mínima ideia. Por e-mail, foram frios. Pessoalmente, não acreditaram muita na iniciativa. Um dos funcionários só não me chamou de louco na lata, porque conhece muito o emprego do eufemismo. Um posso de simpatia! 

Outro detalhe: 

Quase dois meses, após a criação do blog, uma grande editora não só me abriu as portas para possíveis parcerias, como foi a primeira a doar 100 títulos para o “Projeto Livros em todo lugar”. 

Em outras palavras, iniciei na praia do não, no horizonte do descaso, com um layout bem raso; mas em busca do rio do sim, à frente da fonte do caso, à procura de mais novidades para você .... que me acompanha, torce, soma, critica, sugere e acredita. 

Curioso(a) para saber mais a respeito desse projeto? Amanhã tem mais.

Um forte abraço,  

... farelos por aí ... 



Em um futuro distante, conhecemos June, uma garota exemplar, que acaba de conseguir a nota mais alta em uma prova que decide o seu futuro, que junto com suas habilidades militares, já é praticamente certo: ser a defensora da república.

No outro lado da Los Angeles de 2130, temos Day, conhecido por ser o criminoso mais procurado da cidade, que jura acabar com todo o sistema construído pelos republicanos. Era esperado que o caminho dos dois jovens nunca se cruzasse, porém, a morte do irmão de June, faz com que toda a culpa caia em cima de Day, fazendo com que June queira de todas as forças fazer justiça em nome do irmão. 

O livro se trata de uma distopia, escrita por Marie Lu, que retrata um futuro em que a América do Norte se encontra completamente em guerra, causada pela república a colônias existentes. O lugar está completamente destruído, pragas preocupam a sociedade e forçam a colocar as cidades em quarentena. Além disso, a distribuição de renda e classes sociais são absurdamente desiguais.  

A história é contada em 1º pessoa, alternando as visões dos dois personagens principais, o que torna tudo mais interessante para quem lê, pois tem uma versão de ambos os lados e podemos acompanhar a evolução de cada personagem da trama.

Legend” é o primeiro livro da trilogia escrita pela autora, seguidos por “Prodigy” e “Champion”. no Brasil, o livro ainda não é tão conhecido, porém, no exterior fez tanto sucesso, que uma adaptação para o cinema já vem sendo gravada, prometendo um sucesso no nível de “Jogos Vorazes”.

Boa leitura!

Abraços,
Emanuelle Silva  


Dan sempre foi um jovem da paz, um dos camaradas mais respeitados da nossa quebrada. Menino prestativo, “brother responsa”. É do tipo mano cerol: “quando é para somar forças, o cara cola com a gente nas paradas”, afirmam seus colegas.

Por se envolver com muito goró, o pai de Dan recebeu uma passagem definitiva de São Pedro logo cedo. Com isso, Dan e Suellen, sua irmã caçula, nunca tocaram em copos com álcool. Eles cuidam dos amigos que dão pt (perda total) nos bailinhos do fim de semana. 

— Dan, nunca te vi bravo – comentou certa vez minha companheira.      

— Só fiquei uma vez. E se o Farelo souber como tudo rolou, ah, vai me colocar na crônica da semana.

— Pode ficar à vontade, mano. A crônica é sua!

------------------------------------------------------------------------------------

Estava tranquilo, de boa na minha casa. O telefone tocou e era minha mãe chorando. 

— Já liguei pra polícia, o cafajeste já me deu dois socos nas costas, tá doendo demais, parece que o ordinário tá com o demônio. Como moro pertinho de sua casa, me socorre, filho, pelo amor de Deus!

— O Moisés tá alterado?

Pedi que ela num esquentasse não, era pra ficar trancada no quarto, que logo, logo eu ia tirar os demônios do corpo do senhor Moisés, o emplasto que minha rainha colocou dentro de casa e com ele teve mais um fiote. Aonde ela tava com a cabeça arrumar um traste daqueles? Mais cedo ou mais tarde aquele filho da puta ia agredir minha rainha. Dito e feito. O sangue foi todo pra cara, passei a mão num facão enorme e já fui espalhando meu ódio pro lote inteiro ouvir. Os moradores dos outros barracões colocaram a cabeça pra fora. Ê povo que gosta de ver as cores do inferno alheio, viu?

– Cê num é muito homi, Moisés?

– Não, Dan. Não foi nada. Foi só uma discussão entre...

– Abre esse portão que cê vai conhecê homi de verdade, seu vagabundo.

Minha rainha tava chorando no quarto, dava pra ouvir. Moisés com a fala mansa  tentando colocar pano quente na violência. Nisso, gente, o carro da polícia piou no final da rua. Joguei o facão pro lado pra não dá bandeira e fui atiçando pra perto do portão o valentão.

Do nada, gente, Moisés abre o portão assoviando, todo engomadinho, de terno e gravata, como se nada tivesse acontecido. Sai o Moisés com a Bíblia debaixo do braço direito, dizendo que ia ao culto, era dia de adorar ao Senhor.

— É aqui que mora o senhor Moisés Soares?

— Sim. É esse moço bem vestido, aqui, seu policial. Pode levar. Bem que ele podia ficar na cadeia por uns bons tempos.

O senhor Moisés não sabe até hoje que a polícia foi quem o salvou naquele meu dia de ódio. Mas se encostar um dedo na minha rainha, gente do céu, num vai tê conversa. Vou liquidar de vez ...

Dan pediu um copo d’água, depois de relembrar esse seu dia de fúria. Mais calmo, ouviu da minha companheira:

— O mundo precisa de mais Dans!      

... farelos por aí ... 

Crédito da imagem: https://veja.abril.com.br/entretenimento/periferia-invade-as-telas-com-na-quebrada/


– E aí, o que tá achando do livro?

– Bom. Mas não chega aos pés daqueles que li na semana passada.

– Agora cê virou crítica de livros?

– Não, pai. Só indico livros que eu gosto no Baú Vermelho.

Essa menina está cada dia mais atrevida  mesmo. Me xingou todo só porque não fiz um posta na semana passada. Então, nessa semana vai ser dose dupla.
A Menina do Baú Vermelho contou para todos da família “A verdadeira história dos Três Porquinhos”. Segundo minha esposa, enquanto ela lia a história em voz alta no seu quarto, também soltava umas gargalhadas.

– O irado desse livro, pai, é que o Lobo é quem conta a história. Ele é muito engraçado. Tem mais: os Três Porquinhos não passam de uns bobocas. 

Mais uma criança que se apaixona pela figura do Lobo. Como se não bastasse a caçula.

– O pessoal tem que saber também que o Lobo dessa história não sopra casa nem nada, ele apenas solta uns espirros altões...

E outro livro?

Cheguei da feira e encontrei A Menina se divertindo com esse livro:

– Como assim Chapeuzinho Vermelho conversando com o Saci. Cê tá ficando doida?  

– Ele se conheceram nos livros e depois ficavam só trocando mensagens por e-mail.

– Mas aí o que acontece depois?

— Ah, pai? Eu não posso contar. Peça pro pessoal pra adquirir esse e o outro livro. Eu peguei esse livro na biblioteca da escola. O outro peguei no meio dos livros do Projeto.


+