Na última semana, ao final de uma aula, a artista Laura Vilela Campos me procurou para trocar umas ideias e, especialmente, para me trazer uma história maravilhosa. Uma história dessas que nos enche de orgulho e esperança. Uma história que eu gostaria que também fosse de muitas famílias deste nosso país.

A ilustradora ainda não faz ideia do quanto eu fiquei contente, ao saber um pouco a respeito da sua família de leitores. Bem, caro(a) seguidor(a) do blog, espere um pouco e entenderá o que está acontecendo. Antes, é importante que saiba que eu pedi licença para a moça do Baú Vermelho (minha filha), antes de publicar esta dica pra lá de especial. Bora lá?

Laura Vilela Campos é a ilustradora da obra “O Burrinho Sete de Ouros”. E o autor deste livro é o senhor Flávio de Mendonça Campos, músico e advogado, que é também pai da Laura. O título é uma homenagem ao personagem Sete-de-Ouros, do conto “O Burrinho Pedrês”, presente na obra Sagarana, composição de João Guimarães Rosa. Quer referência mais rica do que essa?
Para completar nossa alegria, “O Burrinho Sete de Ouros”, que tenho em mãos e está autografado pela ilustradora, foi inspirado nas histórias que o avô da Laura  contava para seu pai (Flávio de Mendonça). Ele, claro, contou essa história para seus filhos e, agora, as transformou nos versos do nosso burrinho. Em síntese, leitores, temos aqui um livro de família, em todos os sentidos. Da oralidade para a escrita, da família do senhor Flávio para os leitores.

Nada de spoiler! O que posso dizer é que você vai se apaixonar pelo burrinho Sete de Ouros. Um animal com coração enorme. Com ele, você vai reconhecer a importância de se ter um amigo nos momentos mais difíceis. Eis aí uma narrativa cheia de afeto, carinho e lições. Não posso dizer nada do enredo. Vá sem medo, vá se aventurar com esse burrinho cheio de segredos! Que segredos são esses? Só embarcando nessa história para saber. Bora lá?

Serviço
Título: O Burrinho Sete de Ouros
Autor: Flávio de Mendonça Campos
Ilustradora: Laura Vilela Campos
Editora: Scrittore.



A partir do dia 16/02, o poeta Sérgio Vaz iniciou  a campanha #Leredahora. Você também poderá colaborar: tire uma foto ou grave um vídeo lendo livro. A minha aluna Manoela gravou gentilmente esse vídeo para mim. Bora lá compartilhar leituras...?

ligado que muitas escolas em Minas Gerais só terão início no dia 19, na primeira segunda-feira após o Carnaval. Felizmente faço parte de um time de alunos e professores que está pulando em várias avenidas da rotina escolar, desde o dia 1.º
ligado que a maior parte dos meus alunos quer saber em qual bloquinho eu vou sair. Eu até que estava disposto a encarar o bloco das “Baianas Ozadas”, mas a patroa deu o grito: “Se for, quando voltar pra quebrada, suas coisas estarão na rua”. Mulher arretada essa que eu fui arrumar, viu?
ligado que sempre são os garotos que me convidam para pular o Carnaval. Coitados! Eles não fazem a mínima ideia do quanto sou desajeitado, desanimado, desritmado, uma péssima companhia pra avenida.
   ligado que no Carnaval acontecem uns encontros mágicos e desses encontros a população cresce. Eta povinho do mês de novembro!
ligado que tem gente que vai ficar em casa curtindo o Netflix, desfilando da sala pra cozinha, redimensionando o excesso de tecido adiposo. Nada contra, mas aí não cabe nem um farelo.
ligado que vai rolar gente enchendo a cara de “transparência absoluta”, esquecendo que tem o resto do ano pra tomar as brejas.
ligado que nesse Carnaval tem uns amigos seus que vão pro sítio com a família, vão ficar longe desse rebuliço todo, vão curtir um lance mais bucólico, saca? (Se me chamar, eu colo com ocês)      
ligado que tem gente que vai esquecer-se da Febre Amarela, da Reforma da Providência, da prisão do Tula, dos vídeos com cartões postais incentivados pela Rede Lobo.  (E os velhos desfiles serão novidade pra muita gente no “meio desse povo”).

ligado que se você leu até aqui é porque já está no clima do Carnaval, sem disposição pro trampo, sem coragem pra discutir com quem “tá ligado” em outras vibes, num é mesmo. Bora lá, então, EXCELENTE CARNAVAL!!!

Crédito da imagem: <www.tudointeressante.com.br> 

Há um tempo o Eliseu Gonçalves, morador da nossa quebrada, perguntou se eu não batalharia um dicionário de Inglês-Português para as filhas dele. Mês veio, mês foi, e nada... Nunca pintava o que o brother tinha me pedido.

Nesse início de ano, falei pra mim mesmo: “vamos descolar esse dicionário!”

Na semana passada, mano, procurei a Adriana Amaral, da Leitura do Shopping Contagem, que é nossa parceira, desde o início do projeto, e falei do Eliseu pra ela. Na hora, a Adriana escolheu um dicionário novinho, encapado e tudo mais, pegou dois brindes, embrulhou com papel presente e disse:
Filhas do Eliseu
- Leve pro moço, Farelo! Como você sabe, tenho maior prazer em ajudar...
Eliseu Gonçalves, meu açougueiro responsa 
Sabemos sim, Adriana. Em nome de todos os moradores aqui da comunidade, nosso muito obrigado!  

Ah, não posso deixar de dizer que nesse mesmo dia a Adriana doou esses livros títulos para o Projeto:
Vamos que vamos... espalhando livros na quebrada.
Paulo Fernandes, criador do "Ler é criar asas" 
Novidade! Toda semana, compartilharemos na página do projeto “Livros em todo lugar” as dicas de leitura do canal “Ler é criar asas”. Paulo Fernandes – o idealizador dessa linda iniciativa – é parceiro do “Livros em todo lugar”, desde sua origem, lá no ano de 2013 . Ele é ator, educador, contador de histórias, e o mais importante: um grande amante da literatura.  
Ele indica livros para crianças, pais e professores da educação infantil. Com vídeos curtos e uma linguagem direta, clara, nosso parceiro pode lhe ajudar a montar sua primeira biblioteca.
Embarque no universo da literatura infanto-juvenil, assistindo aos vídeos do canal “Ler é criar asas”.
E vamos que vamos, Paulo Fernandes!!! 


  
 Você com toda certeza já conhece Stephenie Meyer, criadora da série de livros "Crepúsculo", mas o que você não conhece é sua nova e mais instigante história "A química". Essa nova obra nos mostra uma trama completamente diferente do universo de Crepúsculo e a autora apresenta um modo de escrever muito mais maduro. 

Dra Juliana trabalhava como especialista de substâncias químicas em uma agência secreta do governo, até presenciar a morte de seu chefe. Ao descobrir que estavam atrás de informações que ela também sabia, tinha certeza de que poderia ser a próxima. Usando todo seu conhecimento e habilidade, ela muda de nome, cidade e deixa tudo para trás.

Após três anos de fuga, sem família, sem amigos e sem trabalho, ela é Alex, uma mulher sozinha que só pretendia ter sua vida de volta. Até que ela recebe uma nova proposta de trabalho, algo que seria tudo ou nada. Propõem sua liberdade por uma missão quase impossível: salvar todo o mundo de um professor que havia acabado de criar um vírus fatal, com um plano absurdo de liberar tal vírus para toda a humanidade. 

A partir de então "A química", como se tornou conhecida por suas misturas que eram capazes de fazer qualquer um confessar o pior dos crimes, trabalha de modo inacreditável, sem os recursos do governo e, no meio de toda essa ação, também não falta romance. Eis que surge Daniel, o típico "bom moço", que se opõe a tudo que Alex representa; ele é romântico, cozinha e pensa nos outros como ninguém.  Alex se apaixona rapidamente, e vivem uma história intensa e conturbada. 
história é contada de modo bastante descritivo, o que nos deixa um pouco mais próximos da protagonista e o que nos leva a crer que pode ser no futuro mais uma adaptação de sucesso da autora. "A química" é um ótimo suspense, com um enredo que vai te manter preso da primeira à última linha. 

Você vai querer deixar de fora da sua lista essa obra Stephenie Meyer?
Até o próximo mês com mais dicas de livros.
Abraços,
Emanuelle Silva

Dia de reposição de livros no Salão do Zezim, no bairro Nacional, espaço primeiro do Projeto Livros em todo lugar". Veja a concentração desse garoto (acima) ao encontrar uma de suas histórias favoritas. Você não imagina o quanto ele ficou satisfeito ao saber que poderia levar aquele tesouro para casa de presente...

Pode lhe parecer estranho, ilustre leitor, mas é isso mesmo que você está vendo: Manuel Bandeira, Henriqueta Lisboa, Agatha Christie e Eça de Queirós. Tem de tudo um poco. Os livros são para os clientes e vizinhos do salão.    
Alfredo Lima e Zezim, idealizadores do "Livros em todo lugar"
"Livros em todo lugar" é um projeto incentivo à leitura. Para mais informações e doações de livros, entre em contato pelo farelodequiat@gmail.com 
Dia de reposição de livros na loja "Café Moído na Hora", da parceira Samantha Portugal. Aí, claro, a gente para e toma aquele cafezinho pra lá de especial. Em breve, faremos chamadas aqui solicitando doações de livros. Estamos com poucos títulos. #Livrosemtodolugar #Cafecomcultura#Cafemoidonahora

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