Com o mês de dezembro, o primeiro pensamento de todos é lembrar que o ano já está no fim, mas o meu sempre será: O natal já é daqui a alguns dias. E por isso, o livro deste mês reúne três autores bem conhecidos, John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle são os responsáveis pelas três histórias que formam o livro “Deixe a neve cair”.


A primeira história recebe o nome de “O expresso jubileu” em que a protagonista Jubileu, se sente muito sortuda por estar namorando com o garoto mais popular do colégio, entretanto, ao decidir passar o primeiro natal com a família do garoto, seus pais se envolvem em uma confusão na compra de presentes de natal e a garota é obrigada a ir até a casa de seus avós. Como se não bastasse toda essa confusão, no meio da viagem de trem, Jubileu se perde no meio de uma das paradas do trem e acaba parando numa casa no meio de uma floresta.

Logo em seguida temos “O milagre da torcida de natal” onde, três melhores amigos, Duke, JP e Tobim se encontram presos em casa durante a véspera de natal, enquanto a cidade passa por uma nevasca. Entretanto, esse cenário muda quando Keun liga para os amigos, informando que um trem acaba de parar na cidade ( o mesmo em que Jubileu está) e que precisa que os três garotos levem até a sua lanchonete um twister para animar líderes de torcida. Eles se convencem e agora tem uma difícil missão: ir até o outro lado da cidade no meio de uma nevasca.

Para finalizar, temos “O santo padroeiro dos porcos” em que Addie, uma garota extremamente romântica e dramática, acaba perdendo seu namorado Jeb. Para consolar a garota, suas duas melhores amigas passam o dia em sua casa, porém, acabam soltando alguns defeitos da amiga, como por exemplo que ela é uma pessoa muito egoísta. Dessa forma, Addie se sente  arrependida e resolve correr atrás de Jeb. Além disso, promete a sua amiga que para provar que não é daquela forma, buscará seu porco de estimação no dia seguinte. A história também é responsável por unir todos os outros personagens já apresentados no livro, pois eles acabam se encontrando de maneira inesperada na lanchonete da cidade.



Lá pelas tantas do verão de 2016, comemorando a chegada da Clarice, minha filha caçula, fiz uma pausa. Optei por ficar mais tempo com a família, deixando o cargo de assessor de área em uma das escolas onde trabalho.

Era a oportunidade de acompanhar de perto aqueles primeiros meses de vida. E foi magnífico!

Dentro do possível, procurei ajudar nas tarefas diárias da casa. (São muitas!) Mesmo um tanto quanto desajeitado, desequilibrado, fui me descobrindo, com esforço e dedicação.

Foi nessa época que me tornei uma espécie de “contador de histórias da família”, buscando e levando a Cecília (a mais velha) para a escola. Uma ouvinte pra lá de exigente. Eu não podia repetir os enredos, também era proibido recontar a histórias dos livros. Um desafio:

– Quero uma história das páginas da sua cabeça! – disparou um dia a tal “Menina do Baú Vermelho”.  

Nessa época também, tive a infeliz descoberta do sedentarismo quadrante. Um homem literalmente fraco. Nas palavras da garotinha, um “frouxo”. Ela tinha uma motinha, tração nas duas rodas traseiras, que fazia uns 12 km por hora. Nem andando dava conta de acompanhá-la. Certa vez,  inventei de correr, fazer um cooper na praça, enquanto a Cecília se divertia; quase morri. Meio palmo de língua pra fora. Uma vergonha.

Minha esposa ficou preocupada. A situação era delicada. Procurei e encontrei uma academia. Entrei na onda dos pacotes promocionais, pagando adiantado. Detalhe: não fiquei lá nenhum um mês. Joguei dinheiro fora e o sedentarismo continuou avançando.    

Ao final de 2017, fui fazer uma performance com os alunos da 1ª Série, a partir da obra “Fahrenheit 451”. Quase morri.  Com o corpo pesado, resistência baixa, fiquei muito ofegante ao longo dos diálogos, das trocas.  

Prometi para mim mesmo que se repetisse a atividade, eu voltaria para a academia com foco nos exercícios aeróbicos. E isso de fato aconteceu, em partes. A rotina de uma academia para quem não está acostumado e nunca curtiu a ideia, não foi fácil. Não está sendo. Pelo menos não passei mal durante a edição de 2018, estava muito mais disposto e, “fisicamente”, preparado.

Para atestar esse reinício, essa nova fase, corri meus primeiros e inesquecíveis 5 km, debaixo de chuva, no último domingo, dentro do “Circuito das Estações”.

Porém

Ao chegar em casa, todo contente por conseguir completar a primeira  prova da minha vida:

– Corri os 5 km, meninas!

Tive o reconhecimento e o apoio da minha esposa, a alegria contagiante da caçula, que pensou estar numa festa, mas a Cecília, “moleca atrevida”, soltou:

– Só isso, pai?!

Não teve como argumentar. Vou ter que dar meu jeito. Para isso, contarei com o apoio de todos os leitores. 

Eis o primeiro capítulo do #desafiolec ...

... farelos por aí ... 


O projeto "Livros em todo lugar", ao longo dos últimos cinco anos, doou mais de 12 mil livros na Região do bairro Nacional.  Um dos principais objetivos da iniciativa é tornar o livro acessível ao maior número pessoas, incentivando a leitura em todas as fases da vida.
Por isso mesmo promoveu eventos de doações de obras literárias em diversos ambientes, como: salão de beleza, porta de açougue, farmácia, praça pública, porta de teatro, supermercados e auditórios. Gostamos de ver o livro em movimento, sendo lido, comentado e compartilhado.
Agora chegou a hora de levar essa experiência para outras comunidades. E a primeira “invasão” será na Mostra Cultural da Escola Municipal Sandra Rocha, em Contagem. “Invasão”?  Entenda essa palavra como pouso, fantasia, descoberta, encanto... arte e conhecimento.
Além da doação de livros, levaremos apresentações teatrais e contação de histórias. Para cobrir os gastos com transportes, lanches, ensaios e cachê dos artistas, criamos a a Vakinha da campanha “Teatro com livros”.
Desse modo, quem puder colaborar, doando qualquer valor, vai nos encher de alegria. Se não for possível, no momento, pedimos que compartilhe este post nas redes sociais. Podemos contar com sua ajuda?
Para doar para a campanha "Teatro com livros",   clique AQUI
Para mais informações, doações de empresas, entrar em contato pelos números: 

(31) 99237-3857 (Watsapp) 
(31 4112-9431

Desde já, nosso
MUITO OBRIGADO!




Há poucos dias passamos pelo Hallowen e, como uma boa leitora, sei que os livros sobre essa época são os melhores. Dessa forma, o livro desse mês nos traz um pouco dessa data que não é comemorada no Brasil, mas que nos faz ter vontade de sair fantasiados pela rua.

Era noite de Halloween, quando oito amigos saíram como todos da cidade, com suas fantasias para pedir doces ou travessuras; mas havia algo estranho: Pip, o nono integrante do grupo não estava lá.

Movidos pelo mistério, o grupo de amigos vai atrás de respostas para entender o que há de errado com o grande amigo e chegam até uma casa, com aparência abandonada. Lá são atendidos por um senhor que os mostra um novo mundo e uma nova visão desse feriado assustador. 

Tom – o personagem principal – encanta o leitor por demonstrar uma imagem de inocência que a infância tem, mas ainda assim demonstra toda a animação do grupo em passar essa data juntos,  revelando um novo mistério.

O autor Ray Bradbury é bastante conhecido na literatura americana por suas fantasias e romances adultos, porém em “A árvore do Halloween”, o romancista, pouco antes de sua morte, traz esse universo fantasioso para o público infantojuvenil, cativando mais ainda seu público fiel.


A história que indico para vocês nesse mês começa em 1986, na pequena cidade Anderbury, onde cinco amigos; Eddie, Gav Gordo, Hoppo, Mickey Metal e Nicky passam se comunicar através de uma linguagem só deles. Linguagem essa que os adultos não pudessem entender: homens de giz desenhados pelos lugares. Entretanto, em uma das aventuras desse grupo, eles acabam chegando a um bosque, onde há uma pessoa morta.

Trinta anos se passam, os amigos tentaram retomar suas vidas e segui-las como planejavam, porém, um dia repentinamente, recebem uma carta anônima, que possui o desenho de um homem de giz enforcado. A trama fica mais tensa, pois ninguém consegue imaginar quem poderia ter mandado aquela misteriosa carta.

Essa mudança de tempo se torna algo interessante, pois notamos como as pessoas amadurecem e ainda assim a amizade se mantém. O autor propõe ao leitor uma certa manipulação; pois ao mesmo tempo que faz com que ele saiba o que está acontecendo, arranja reviravoltas do início ao fim.

“O homem de giz”  é escrito pelo britânico C.J Tudor. O livro foi publicado em Janeiro deste ano e possui uma narrativa cativante e bem parecida com o estilo do famoso Stephen King, que mistura suspense com um leve toque de terror,  responsável por nos deixar atônitos a cada palavra que ele usa. Os amantes de “Stranger Things” e de “It: a coisa” adorariam fazer uma leitura desse livro, durante as noites.



A manhã do último sábado de setembro foi muito especial. Tive a alegria de conversar com os alunos do CESEC – Nova Pampulha - na divisa de Belo Horizonte com Ribeirão das Neves.

Na ocasião contei um pouco da minha trajetória de leituras, do projeto “Livros em todo lugar”; de como vamos seguindo: de farelo em farelo, transformando-se em um tal “Robin Hood da Quebrada”.

Rolou leitura de poemas do mestre Vinicius de Moraes, da ilustre Cora Coralina, do grande Sérgio Vaz. Rolou entrega de livros (presentes) do Jorge Amado, do talentoso Bartolomeu Campos de Queirós. Obras infantis de Angela Lago e Libério Neves.
“A leitura é a endorfina do cérebro!” Essa foi uma das frases mais impactantes que ouvi do senhor, que voltou a estudar recentemente. Ele falou da importância da leitura com os olhos brilhando, isso porque passou a dar moral pra esse ato, recentemente. O moço falou de uma prova, discorreu sobre “Mito da Caverna”  e para deixar a gente mais envolvido, falou que “a leitura vai deixando a gente mais seletivo, consciente”.

Um jovem na casa dos 20 anos, portando a obra “Mais com mais dá menos”, do Bartolomeu Campos de Queirós, pediu a palavra:

– Farelo, eu sou tímido, num sou de falar em público, tá ligado? Mas tenho que dar os parabéns pela sua atitude, mano. Que Deus abençoe aí seu trampo.

Em momentos assim – diante de um brother negro, trabalhador, morador da quebrada, que passa por n dificuldades como milhões de brasileiros – tenho a certeza de que estamos na rota do Robin Hood. Não tenho vergonha de confessar: fiquei emocionado.

Com as palestras, bate-papos, cresce a vontade de batalhar mais e mais livros, a vontade de percorrer mais e mais escolas públicas, levando esse nosso prazer, nosso encantamento pela literatura.  

Aproveito para agradecer a assessora Lilian, supervisora Aline, ao professor Claudio e demais colegas. Muito obrigado pelo convite!
Dia especial! Escolhi essa data também para a estreia da camiseta oficial “Livros em todo lugar”.

Com a venda dessas camisetas, vamos ampliar algumas ações do projeto. Quem quiser vestir essa ideia, comprando nossa camisa, basta escrever nos comentários EU QUERO! Logo, logo, sairá o primeiro lote.   

... farelos por aí ...

A releitura de uma determinada obra é sempre mais esclarecedora do que o primeiro contato. E a riqueza de um texto literário está justamente nas infinitas possibilidades de interpretação que oferece aos leitores. É essa fonte inesgotável que transforma uma obra em um clássico. Ou, no mínimo, uma referência. Sempre foi assim. Não há novidade.
Por quantas dezenas de anos “Dom Casmurro” iluminará as páginas do Realismo captado por Machado de Assis? Há como pensar a configuração da mulher na literatura brasileira sem se encantar com as dissimulações de Capitu?  
E por falar em mulheres e literatura, ela não pode ficar de fora. Quem? Clarice na teia! Diga-se de passagem, que a obra “Todos os contos”, que venceu um importante prêmio nos Estados Unidos, em 2015, vem dando o que falar entre os fãs. 
Em breve, vou conhecer esse maravilhoso acervo; mas até mergulhar nesses mares, comunico-lhe que andei esfarelando algumas crônicas da autora nos últimos anos. 
Os leitores das antigas sabem disso. Não minto. Sou clariciano e pronto. Qual é mesmo o nome da minha caçula? Está explicado. Porque, como sabe, (ou vai saber um dia) Clarice é personagem, escritora e uma das figuras mais ecléticas da nossa literatura. Uma amiga disse que Clarice é rainha (dá licença, meu?) em outras palavras, estamos falando de escritora clássica.    
Bem, tenho que alertá-lo(a): o que lê nessas modestas linhas é uma espécie de delírio noturno na janela do cotidiano. É que quando leio os textos dessa autora, sinto-me dentro de um sonho. 
É como se estivesse ora dentro de uma pintura de Salvador Dalí, ora na serenidade das pinceladas de Monet. 
Sinto-me tateando agulhas no silêncio da tarde. Parece que ela tinha uma câmera capturando nossos dilemas e intimidades o tempo todo. 
Às vezes, fico procurando abrigo nos braços do amigo mais próximo. Será que devíamos ter amigos em todos os lugares? Ou seria um amigo para todos os lugares?    

E você quer saber por quê? (Hora de ler em voz alta)

Clarice me ensinou que há um vazio em todos nós. A solidão é o que une a humanidade. Certo. No universo somos apenas uma unidade. Verdade. Verso único, íntimo, prosa leve no breve grafite que risca a realidade.
 A solidão está em todos nós. E é só com o outro que podemos enfrentá-la. Para isso, foi preciso muita gente: toda Humanidade. Precisamos do outro para compreender o mundo. Precisamos amar o outro e, assim, transcenderemos o Universo. 
   
Informação desprezível da crônica (Leia-a, se quiser)

 – É nisso que dá ficar lendo clássicos! O menino ficou proético – comentou tia Cristina (aquela da sarradinha no ar, lembra?), que agora passou a ler todas as crônicas antes da publicação.





– Ariel é o nome da sereia?
 É.
– Mas não é o mesmo nome que a dona leu na caixa de sabão?
 É.
– Então alguém não tinha bom gosto, não é?
 É.
– Tanto nome para dar para uma personagem infantil... Ariel?
 É.
– Tanto nome para dar uma marca de sabão... Ariel?
 É.
– Você não cansa de concordar com tudo, menina?

 É... que também me chamo Ariel. 

Imagem diponível em: <www.bolsablindada.com.br/wp-content/uploads/2013/12/testa.png>
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