Domingo, 07 de junho


Inacreditável!

 

(39/48) Contei pro amigo do Sancho que iria tentar os 21,1k sub 2h e ele me deu uma dica: “Vai lá, campeão! Comece bem cedo!”. Segui à risca! Tá feito! #meiamaratonadebh Segue o plano!

 

Sancho querido, é isso mesmo que você leu: um story do cavaleiro Adriano Britto nos mencionando. Às quatro e meia da manhã, o moço já cruzava o asfalto da Lagoa da Pampulha para aquele treino especial. Motivo de orgulho e pura inspiração.

 

O problema é que o mundo virtual corre rápido demais, meu amigo. Assim que repostei a imagem, choveram mensagens. Teve quem pensasse que o Farelão aqui já tinha batido o martelo em uma nova prova, que o perrengue no pé esquerdo era página virada e que eu já estava de volta às ruas. Ledo engano. A realidade tem outra cadência: meu último treino foi lá no dia 29 de maio, há longos nove dias.

 

Na manhã do último sábado, ainda na casa da minha mãe, o tempo parou. Acessei o resultado da ressonância magnética. Putz! A leitura de um leigo na tela do celular nunca é bom prenúncio.

Pesquisa daqui, levanta hipótese dali, faz contato com o treinador e, de repente, o diagnóstico nos atropela: uma lesão grave, nível 3, às vésperas de uma fratura por estresse. Nessa hora, Sancho, o peito aperta. Diante do visor, dispo-me da armadura e reduzo-me, inevitavelmente, ao Cavaleiro da Triste Figura. O moinho de vento venceu o primeiro assalto.

 

Mas quem tem um exército em casa não cai sem lutar. Minha esposa e as meninas chegaram com tudo, trazendo o bom senso que me faltava:

 

— Calma aí! Você precisa ouvir a opinião de quem entende, do especialista. Vai que, com o repouso dos últimos dias, a sandália ortopédica e os remédios, o cenário mudou e você já melhorou o suficiente para encarar o desafio?

 

A hora da verdade é amanhã, na parte da manhã. Neste dia 8 de junho, teremos o veredito do ortopedista. Ainda há esperança, Sancho. A centelha está lá, viva. Uma réstia que seja, mas há.

 

Por outro lado, o realismo também bate à porta, e o coração vai aceitando o peso de adiar a nossa grande estreia nos 42k para 2027. E as nossas conversas de asfalto? Bem... a gente conversa sobre isso depois.


Um abraço,

D. Farelo


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