Nossa última conversa foi no domingo, com
promessas de novidades. Veio a programação intensa da semana e depenou este
inocente que vos escreve.
A ideia era lhe trazer um texto mais coeso e
esperançoso sobre a temporada que passei com Dom Quixote e Sancho Pança. Estava
previsto para terça-feira, mas com tantas demandas, nem peguei a lapiseira para
o primeiro rascunho.
Já é tarde de quinta-feira e não sei em quais
pilhas de contratos com o tempo foi parar meu tempo de escrita e leitura. Não
se trata de uma reclamação; é apenas uma observação insensata sobre as
atividades que vão nos atropelando, nos detonando.
E quando consigo fazer uma breve pausa para
estar com você, percebo que me encontro em cacos. Depois dizem que professor
trabalha pouco, que atleta amador não tem lá seus perrengues e que escritor não
precisa batalhar por tempo para exercer seu ofício. Ai, ai, ai... viver só de
escrita ainda é um sonho.
Bem, essa nossa conversa já se estendeu
demais. Como você tem lidado com as inúmeras tarefas do início de ano? Conte-me
aqui. Quem sabe não estamos no mesmo barco?
Boa noite e
... farelos por aí...

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