Por um desejo antigo, uma vontade adormecida, talvez. Estava lá, entre as listas de sonhos: um dia ler, para valer, o clássico.
As adaptações indicadas nos tempos de escola —
embora bem-intencionadas e, muitas vezes, ilustradas — já não bastavam. O sabor
já havia se dispersado em meio às inúmeras degustações. Era hora de colher os
próprios frutos para, enfim, apreciar o néctar da obra.
Por isso mesmo, recusei todos os tipos de
ajuda, como escadas ou equipamentos de colheita.
Dito de outra forma, em "linguagem de dia
de semana": não fui atrás de nenhum estudioso ou especialista em Miguel de
Cervantes. Nada de estudos orientados. Aceitei o desafio de ler sem suporte ou
auxílio de qualquer natureza. Quis ler a obra pela obra.
Resultado parcial: valeu cada
segundo diante das aventuras do "Cavaleiro da Triste Figura". Em
breve, em linguagem direta, quero lhe contar um pouco sobre as janelas que essa
obra abriu em minha casa.
Boa noite e ...
farelos por aí...

0 Kommentare:
Postar um comentário