quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Silvana de Menezes é homenageada pelo Livros em todo lugar

Alfredo Lima, Silvana de Menezes e Paulo Fernandes 
A ENTREGA DO PRÊMIO

Desde a criação do projeto “Livros em todo lugar”, em 2013, a maior demanda foi de livros do universo infantojuvenil. Pensando na importância da literatura brasileira e, claro, nessa procura ao longo dos últimos cinco anos, decidimos homenagear uma obra por ano! Não se trata de um prêmio. Não é um concurso. É uma das formas que encontramos de agradecer aos escritores do Brasil.

Em nome de todos os colaboradores do Projeto, com enorme satisfação, informamos que a obra homenageada em 2018 pelo “Livros em todo lugar” é: MENINAS, BAH!   


A OBRA HOMENAGEADA

No livro “Meninas,Bah!”, Deco, o narrador, nos conta a história da chegada de sua irmãzinha que causa grande decepção, pois afinal, na visão dele, meninas não sobem em árvores destemidamente, não brincam de lutar espadas e, muito menos, fazem concurso de distância de xixi em pé. 

As dificuldades em lidar com a irmã como amiga e companheira são muitas, mas com passar do tempo, Deco percebe que pouco importa a diferença embaixo da fralda. Ele e a irmã não são diferente só pelo sexo. o que os diferencia mesmo são as ideias, pois o mundo, na verdade, se divide entre os que amam e os que não amam. O livro nos possibilita uma boa conversa com as crianças em relação ao respeito, as diferenças, amor e amizade.

"A menina do Bau Vermelho" com a autora do "Cabelinho Vermelho"

CONHECENDO A AUTORA

Silvana de Menezes é artista plástica, escritora, cineasta e cenógrafa e conta com vários títulos publicados para crianças e adolescentes.


"SÓ FORÇAS!" 

Essa é a expressão que um artista e sua equipe, aqui mesmo da nossa quebrada, empregam para demonstrar apoio, carinho e afeto aos desafios que enfrentam pelo caminho. Um salve para todos que colaram nessa iniciativa do “Livros em todo lugar”, em especial, o parceiro Paulo Fernandes.  Gratidão ao pessoal da Na Tora Design que fizeram esse troféu maravilhoso e que tanto encantou a artista Silvana de Menezes.   

domingo, 2 de dezembro de 2018

Deixe a neve cair


Com o mês de dezembro, o primeiro pensamento de todos é lembrar que o ano já está no fim, mas o meu sempre será: O natal já é daqui a alguns dias. E por isso, o livro deste mês reúne três autores bem conhecidos, John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle são os responsáveis pelas três histórias que formam o livro “Deixe a neve cair”.


A primeira história recebe o nome de “O expresso jubileu” em que a protagonista Jubileu, se sente muito sortuda por estar namorando com o garoto mais popular do colégio, entretanto, ao decidir passar o primeiro natal com a família do garoto, seus pais se envolvem em uma confusão na compra de presentes de natal e a garota é obrigada a ir até a casa de seus avós. Como se não bastasse toda essa confusão, no meio da viagem de trem, Jubileu se perde no meio de uma das paradas do trem e acaba parando numa casa no meio de uma floresta.

Logo em seguida temos “O milagre da torcida de natal” onde, três melhores amigos, Duke, JP e Tobim se encontram presos em casa durante a véspera de natal, enquanto a cidade passa por uma nevasca. Entretanto, esse cenário muda quando Keun liga para os amigos, informando que um trem acaba de parar na cidade ( o mesmo em que Jubileu está) e que precisa que os três garotos levem até a sua lanchonete um twister para animar líderes de torcida. Eles se convencem e agora tem uma difícil missão: ir até o outro lado da cidade no meio de uma nevasca.

Para finalizar, temos “O santo padroeiro dos porcos” em que Addie, uma garota extremamente romântica e dramática, acaba perdendo seu namorado Jeb. Para consolar a garota, suas duas melhores amigas passam o dia em sua casa, porém, acabam soltando alguns defeitos da amiga, como por exemplo que ela é uma pessoa muito egoísta. Dessa forma, Addie se sente  arrependida e resolve correr atrás de Jeb. Além disso, promete a sua amiga que para provar que não é daquela forma, buscará seu porco de estimação no dia seguinte. A história também é responsável por unir todos os outros personagens já apresentados no livro, pois eles acabam se encontrando de maneira inesperada na lanchonete da cidade.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

A árvore do Halloween



Há poucos dias passamos pelo Hallowen e, como uma boa leitora, sei que os livros sobre essa época são os melhores. Dessa forma, o livro desse mês nos traz um pouco dessa data que não é comemorada no Brasil, mas que nos faz ter vontade de sair fantasiados pela rua.

Era noite de Halloween, quando oito amigos saíram como todos da cidade, com suas fantasias para pedir doces ou travessuras; mas havia algo estranho: Pip, o nono integrante do grupo não estava lá.

Movidos pelo mistério, o grupo de amigos vai atrás de respostas para entender o que há de errado com o grande amigo e chegam até uma casa, com aparência abandonada. Lá são atendidos por um senhor que os mostra um novo mundo e uma nova visão desse feriado assustador. 

Tom – o personagem principal – encanta o leitor por demonstrar uma imagem de inocência que a infância tem, mas ainda assim demonstra toda a animação do grupo em passar essa data juntos,  revelando um novo mistério.

O autor Ray Bradbury é bastante conhecido na literatura americana por suas fantasias e romances adultos, porém em “A árvore do Halloween”, o romancista, pouco antes de sua morte, traz esse universo fantasioso para o público infantojuvenil, cativando mais ainda seu público fiel.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

O Homem de Giz


A história que indico para vocês nesse mês começa em 1986, na pequena cidade Anderbury, onde cinco amigos; Eddie, Gav Gordo, Hoppo, Mickey Metal e Nicky passam se comunicar através de uma linguagem só deles. Linguagem essa que os adultos não pudessem entender: homens de giz desenhados pelos lugares. Entretanto, em uma das aventuras desse grupo, eles acabam chegando a um bosque, onde há uma pessoa morta.

Trinta anos se passam, os amigos tentaram retomar suas vidas e segui-las como planejavam, porém, um dia repentinamente, recebem uma carta anônima, que possui o desenho de um homem de giz enforcado. A trama fica mais tensa, pois ninguém consegue imaginar quem poderia ter mandado aquela misteriosa carta.

Essa mudança de tempo se torna algo interessante, pois notamos como as pessoas amadurecem e ainda assim a amizade se mantém. O autor propõe ao leitor uma certa manipulação; pois ao mesmo tempo que faz com que ele saiba o que está acontecendo, arranja reviravoltas do início ao fim.

“O homem de giz”  é escrito pelo britânico C.J Tudor. O livro foi publicado em Janeiro deste ano e possui uma narrativa cativante e bem parecida com o estilo do famoso Stephen King, que mistura suspense com um leve toque de terror,  responsável por nos deixar atônitos a cada palavra que ele usa. Os amantes de “Stranger Things” e de “It: a coisa” adorariam fazer uma leitura desse livro, durante as noites.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

um bosque que se chama Solidão

A releitura de uma determinada obra é sempre mais esclarecedora do que o primeiro contato. E a riqueza de um texto literário está justamente nas infinitas possibilidades de interpretação que oferece aos leitores. É essa fonte inesgotável que transforma uma obra em um clássico. Ou, no mínimo, uma referência. Sempre foi assim. Não há novidade.
Por quantas dezenas de anos “Dom Casmurro” iluminará as páginas do Realismo captado por Machado de Assis? Há como pensar a configuração da mulher na literatura brasileira sem se encantar com as dissimulações de Capitu?  
E por falar em mulheres e literatura, ela não pode ficar de fora. Quem? Clarice na teia! Diga-se de passagem, que a obra “Todos os contos”, que venceu um importante prêmio nos Estados Unidos, em 2015, vem dando o que falar entre os fãs. 
          Em breve, vou conhecer esse maravilhoso acervo; mas até mergulhar nesses mares, comunico-lhe que andei esfarelando algumas crônicas da autora nos últimos anos. 
         Os leitores das antigas sabem disso. Não minto. Sou clariciano e pronto. Qual é mesmo o nome da minha caçula? Está explicado. Porque, como sabe, (ou vai saber um dia) Clarice é personagem, escritora e uma das figuras mais ecléticas da nossa literatura. Uma amiga disse que Clarice é rainha (dá licença, meu?) em outras palavras, estamos falando de uma escritora clássica.    
Bem, tenho que alertá-lo(a): o que lê nessas modestas linhas é uma espécie de delírio noturno na janela do cotidiano. É que quando leio os textos dessa autora, sinto-me dentro de um sonho. É como se estivesse ora dentro de uma pintura de Salvador Dalí, ora na serenidade das pinceladas de Monet. 
Sinto-me tateando agulhas no silêncio da tarde. Parece que ela tinha uma câmera capturando nossos dilemas e intimidades o tempo todo. 
         Às vezes, fico procurando abrigo nos braços do amigo mais próximo. Será que devíamos ter amigos em todos os lugares? Ou seria um amigo para todos os lugares?    

E você quer saber por quê? (Hora de ler em voz alta)

Clarice me ensinou que há um vazio em todos nós. A solidão é o que une a humanidade. Certo. No universo somos apenas uma unidade. Verdade. Verso único, íntimo, prosa leve no breve grafite que risca a realidade.
 A solidão está em todos nós. E é só com o outro que podemos enfrentá-la. Para isso, foi preciso muita gente: toda Humanidade. Precisamos do outro para compreender o mundo. Precisamos amar o outro e, assim, transcenderemos o Universo. 
   
Informação desprezível da crônica (Leia-a, se quiser)

 – É nisso que dá ficar lendo clássicos! O menino ficou proético – comentou tia Cristina (aquela da sarradinha no ar, lembra?), que agora passou a ler todas as crônicas antes da publicação.




domingo, 2 de setembro de 2018

Retalhos


O livro desse mês foge um pouco dos padrões dos que já foram indicados: Retalhos, de Craig Thompson, é um romance em quadrinhos que te prende do início ao fim. O autor é o responsável por narrar episódios da sua própria história, tendo como início sua relação com o irmão, a família e a religião e conta tudo de maneira amigável, o que faz você sentir simpatia por ele.

Todos esses aspectos são alterados quando Craig vai para um acampamento da igreja e conhece Rainá, uma garota que foge de todas as suas crenças. Lá, eles passam um tempo junto e Craig se apaixona pela primeira vista por ela.

Raina vive em uma situação complicada. Seus pais acabaram de se separar e seus irmãos não conseguem aceitar. Ela nunca foi uma garota religiosa e é em Craig que ela encontra um porto seguro. Os garotos passam as férias juntos, mas o final é surpreendente.
Particularmente, nunca havia me apaixonado tanto por histórias em quadrinhos como essa. Quando vi o livro pela primeira vez, acreditei que por ser muito grande seria uma leitura densa, mas ao iniciar não consegui mais parar. É uma história não convencional, que ao mesmo tempo entretém e faz pensar. O autor possui outras histórias em quadrinho que também recomendo.

Ótima leitura a todos.

Emanuelle Silva

domingo, 5 de agosto de 2018

A Pirâmide Vermelha


Já conhecemos Rick Riordan, autor das aventuras de Percy Jackson, mas ainda não conhecemos a sua nova saga: As crônicas dos Kane. A saga sai do universo grego e parte para o egípcio, em seu primeiro livro “A Pirâmide Vermelha”, o autor narra a história de Carter e Sadie, dois irmãos que perderam a mãe muito cedo. Desde o ocorrido, os irmãos tentam viver a vida de formas distintas, com seus avós e seu pai: Julius Kane, um famoso cientista.

Entretanto, um erro no laboratório de Kane traz acidentalmente os deuses do Egito para a sociedade contemporânea e, ao descobrir isso, os irmãos se envolvem em uma viagem, para salvar o mundo de um dos piores deuses egípcios – Set. No desenrolar da história, descobrimos junto com esses irmãos muitos outros segredos, como por exemplo, que eles possuem habilidades mágicas, que fazem com que essa viagem se torne uma verdadeira aventura.
O livro possui uma narrativa bem semelhante a Percy Jackson, é rápida e prende a atenção do leitor. O fato de demonstrar a visão dos dois irmãos faz com que o leitor entenda melhor o ponto de vista de cada um e se identifique. Além disso, trata-se de uma maneira mais dinâmica de aprender sobre a antiguidade – de forma que o autor explora de forma realista o fator histórico – o que desperta o interesse de saber o que aconteceu naquela época, que não é tão estudada por nós.

A saga conta com mais dois livros: Trono de fogo e Sombra da serpente, e são uma ótima leitura pra agosto, já que é conhecido por ser um mês tão longo.




sexta-feira, 27 de julho de 2018

Vanda Vamp, de Silvana Menezes


Para início de conversa, Silvana de Menezes, é a madrinha do Baú Vermelho. Foi com o livro Cabelinho Vermelho e o Lobo Bobo, da Abacatte Editorial, que demos início a esse projeto de indicação de livros para crianças aqui no blog.

Numa linda manhã de sábado dessas aí, tivemos a alegria de conhecer a artista Silvana de Menezes. “Nossa, pai, como ela é estilosa!” Verdade! Ela é sinônimo de estilo, talento e carinho com seus fãs.
Naquela mesma manhã eu e minha esposa deixamos Cecília escolher mais um livro da madrinha do Baú Vermelho. A menina mais do que depressa comprou a obra Vanda Vamp e, de quebra, ganhou um autógrafo e tirou uma foto com a autora.

Ao contrário dos últimos livros, esse a Cecília já leu sozinha umas duas vezes, em voz alta. Fiquei de longe. À medida que vai avançando no enredo da vampirinha Vanda, ela começa a soltar umas gargalhadas assim do nada. Trem estranho, viu?

– Ela é verde, pai! Cê já leu algum livro de vampiro assim?

– Assim, não. Eu tenho medo de qualquer vampiro. Falou que é vampiro estou vazando.   
– Da Vanda cê num vai ter medo não.

– Por que? Como você sabe?

– Ela é vegetariana!
Depois disso, a Cecília sorriu novamente. Também não consegui segurar o riso. Não o tinha o que falar. O melhor foi correr para o computador e registrar mais essa experiência de leitura com A menina do Baú Vermelho.

Um forte abraço,

Cecília e Alfredo

Título: Vanda Vamp – Espelho meu, como sou eu?
Autora e ilustradora: Silvana de Menezes
Editora: Elementar

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Ecos de uma escrita


No último mês de maio, Marcus Vinícius de Souza, professor e músico, lançou a obra “Ecos de uma escrita”, pela Ramalhete, casa editorial de Belo Horizonte. Na ocasião, não pude comparecer ao evento. Em razão das atividades que desenvolvemos na quebrada, também não fui ao segundo lançamento no mês seguinte. 
   
MAS esses desencontros não impediram que um exemplar autografado chegasse até minha morada. Como sabem, sou fascinado com o universo dos livros, em especial, os de literatura como este que tenho em minhas mãos.

Perdoe-me, Marcus Vinícius de Souza, por não ter lhe escrito antes. Estive no epicentro das obrigações. Como dizem, meio apertado de costuras, compreende? Gostaria que soubesse que é com muito orgulho e satisfação, companheiro, que venho tecer umas palavras sobre seu livro. Bora lá?!

Depois de percorrer os Reflexos da invenção, conhecer um pouco as sonoridades biográficas do músico, poeta e professor, depois de chegar ao tema e, na sequência,  ser tocado pelas improvisações, encontrei-me numa espécie de labirinto das sensações. A cada verso, estrofe, a cada virar de página, surgia um fio de pensamento; ora no ritmo da indagação, questionamento; ora na imagem da canção, rios de vento.
Marcus Vinícius, depois de sentar diante desse maravilhoso banquete de sinestesias, ficou uma pergunta em forma de poesia: como se faz para abraçar o silêncio?

Tive que escrever de verde essa indagação na esperança de construir uma resposta, uma, pois acredito que há inúmeras por aí, com variações mil. Desconfio que uma das formas de abraçar o silêncio seja com as palavras em estado de poesia. No seu caso, porém, com melodias, harmonias e ritmos, em outro tom, com música.

Felicidade nossa a de contemplar os versos do professor e saxofonista, do compositor e letrista! O artista que com sua escrita pulsante nos apresenta o eco magnético, a onda arrepiante. Certa vez li que Hemingway afirmava que uma ideia é boa “quando os pelos dos braços se arrepiam”. E o que dizer de um poema que nos arrepia diante do piano na rua? Que tal a leitura da Sonata ao luar, em voz alta?

Vi um piano na rua
Melodias vou poder tocar
Vi um piano na rua
Colorido, muitos rabiscos e formas ao azar

Vi um piano na rua
Uma senhora, o menino a cantar
Vi um piano na rua
Um protesto, uma voz que quer martelar

Vi um piano na rua
Objeto esculpido no ar
Vi um piano na rua
Cacos, arames, lembranças pro lixeiro catar

Não tem piano na rua
Vidas cinzas que seguem
A vagar        

Mais do que uma ideia, esse poema nos recolhe para uma pausa do dia. Nesse tom, na esfera da música, no balanço, nas batidas rítmicas do verso “Vi um piano”, a gente vai encontrando o oceano, que às vezes, se perde no rio do cotidiano.  

Que “Ecos de uma escrita” seja o primeiro de muitos títulos, Marcus! Que você possa com a poesia nos ensinar mais algumas Lições de música! 

Título: Ecos de uma escrita
Autor: Marcus Vinícius de Souza
Editora: Ramalhete
Onde comprar: http://www.lojaeditoraramalhete.com.br

... farelos por aí... 

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Meu baú de histórias, de Paulo Fernandes


Na manhã do último sábado eu e minha família tivemos a honra de adquirir o livro Meu baú de histórias, de Paulo Fernandes, na SCAL – Colégio Loyola (BH). Lá no stand da Cora Editora mesmo já pegamos o autógrafo. Também não perdemos a oportunidade de fazer uma foto para registrar o momento.

À tarde, Cecília, a menina do “Baú Vermelho”, após ler Meu baú de histórias do nosso amigo, gravou um vídeo sugerindo-o. Naquela altura, eu já tinha lido a narrativa duas vezes. Fiquei um bom tempo diante do tesouro e um filme veio a minha mente, desenrolando-se em cenários brilhantes, círculos de afetos, e imagens de eterna gratidão. Peço-lhe licença, caro leitor, ilustre leitora, para descrever (ou pelo menos tentar) um pouco do que senti (naquelas horas) e do que (re)vivo agora, escrevendo sobre o livro.


Para quem não sabe, o primeiro contador de histórias que minha filha mais velha conheceu foi o artista Paulo Fernandes. Tudo aconteceu na estreia do projeto “Livros em todo lugar”, no ano de 2013, lá na principal praça da nossa quebrada. Uma manhã de domingo que entrou de vez pra história.

Paulo Fernandes inaugurou o projeto nos presenteando com histórias, marcando de vez o interesse da Cecília por histórias. Tanto que na segunda edição, ela já tinha adquirido seu baú de histórias, inspirada nas aventuras e lições do contador. Mágico! 

De lá pra cá, Paulo Fernandes leu e indicou centenas de histórias no seu canal “Ler é criar asas”, um projeto magnífico voltado para crianças, professores, papais e mamães. Soma-se a essa iniciativa a contação de histórias em diversos espaços, a organização de rodas de leitura, entre outros eventos diretamente ligados ao universo da literatura. Quem convive com Paulo Fernandes sabe da paixão, do envolvimento, do amor que ele possui pelos livros.


(Meu caro, abrir o baú e saber que estou entre uma das pessoas a quem você dedicou o livro... deixou-me emocionado, engasgado mesmo. Tanto que fiquei sem palavras, pois não consegui agradecê-lo pessoalmente. Espero que com este post, eu consiga, viu? É a primeira vez, mano, que um escritor me dedica uma narrativa infantojuvenil. Não vou mentir: fiquei esfarelado de emoção, ... em estado de gratidão)   

Agora, Paulo Fernandes estreia na literatura, presenteando-nos com Meu baú de histórias. Convido-o(a) a  conceber esse baú como um tesouro, desses que ouvimos nas histórias de todos os tempos, ventos e direções. O que há no baú? Um pouco de lições?  Diversas emoções você vai encontrar lá. Para conhecer o mistério, bem,  é preciso abrir o baú.

Bem, mas depois de ler essa história, você verá que é preciso cuidar do baú, carregá-lo para todos os lados. Paulo Fernandes vem fazendo isso desde muito, muito tempo. Como assim? Você não sabe?  Num é? É verdade: o moço carrega um bauzinho, entre tambores e instrumentos de magia. Ah, tem mais:   o baú também está inscrito no seu corpo, ora! Agora, chega em forma de livro. Está pensando que é brincadeira?

Então, não fique de bobeira, adquira já seu exemplar! Meu baú de histórias traz uma narrativa leve, engraçada e muito prazerosa. Assim, como a Cecília e tantas outras crianças (e papais) vocês vão se encantar com o livro.

No próximo sábado, oh, tem lançamento! 



domingo, 1 de julho de 2018

A guardiã de histórias


Você já imaginou um lugar onde ao invés de livros nas prateleiras, o que se tem são mortos, que estão lá para compartilhar suas experiências? 

Em "A guardiã de histórias” é exatamente isso que acontece. Esses mortos são chamados de "Histórias" e a nossa protagonista, Mackenzie Bishop, é uma de suas guardiãs. Sua função é impedir que histórias muito violentas sejam acordadas, entretanto, Bishop descobre que há alguém alterando e apagando pedaços essenciais de histórias, e terá que solucionar esse problema.

Mackenzie é uma jovem de 16 anos, que acaba de perder seu irmão mais novo e seu avô/ mentor. Com tudo isso, Mac vive uma relação bem estreita com seus pais e, além disso, ela não pode contar para ninguém que é uma guardiã, o que piora sua vida social com os pais e os amigos.

Após notar que há algo errado com as memórias do arquivo, o lugar onde são guardadas as histórias, Mac tenta a qualquer custo descobrir a verdade. E acaba se envolvendo em alguns dilemas desse lugar, o que faz com que ela seja perseguida por alguns membros que não querem que ela descubra alguma verdade.
O livro oscila entre o presente e o passado. Em alguns dos capítulos vemos memórias narradas por Mac, dos momentos em que esteve com o avô, embora possua muita informação, é isso que torna a leitura do livro mais dinâmica e rápida.

Além de Mac, os personagens são muito bem construídos, os pais da garota são intrigantes e nos fazem querer entender um pouco mais. E no meio disso tudo temos Wesley , que se envolve com a protagonista de modo que nós leitores não sabemos se apoiamos ou não, pois ao mesmo tempo que vivem uma história fofa e bonita, percebemos que em muitos episódios o garoto é responsável pela distração de Bishop.

A guardiã de histórias é um livro de 2016 escrito por Victoria Schwab, e faz parte de uma trilogia denominada " The Archived".  Se você ler um, vai querer ler o outro.

Então, desejo uma boa leitura!!!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

2018: arte em suspiro e sopro

Marian Anderson. Richard Avedon. The Metropolitan Museum of Art.
Olá! Salve! Salve! Muito obrigado por ultrapassar por clicar neste post e percorrer as linhas informativas do meu blog. Bem, nem sei se este espaço pode ser todo chamado de MEU. É sobre isso que gostaria de falar na primeira postagem de 2018.
Para quem está chegando agora, faço questão de descrever de modo breve o que se publica regularmente neste espaço. Bora lá?
Em um painel geral, este blog é sobre livros, literatura, arte da palavra. Trata-se de um espaço voltado para a publicação de resenhas, dicas, comentários críticos, contos, poemas e crônicas. Conheça agora as tags, isto é, as páginas deste site.

Em parceria com minha filha Cecília, agora com anos, indicamos livros para crianças na tag Baú Vermelho. Indicamos, “entre aspas”, pois que sugere a obra é a garotinha. Se ela não aprovar, ou seja, não curtir o título, não indica mesmo. Eu apenas registro as impressões dela e compartilho. 

Os livros juvenis são indicados pela jovem Emanuelle Silva. Todo primeiro domingo do mês os jovens que seguem o blog contam com as resenhas, na tag #Marcador
Pelo menos uma vez por ano, em decorrência das múltiplas tarefas (escritor, professor, produtor cultural), tem rolado aqui uma temporada de crônicas, claro, sobre o cotidiano escolar e impressões delirantes deste que vos escreve.

Decidi também a partir deste ano, voltar com a tag do nosso projeto de incentivo à leitura: Livros em todo lugar. Vou cuidar desta parte, indicando livros para jovens e adultos, sobretudo os títulos doados e abordados em sala de aula.

Com muita coisa rolando e a gente fazendo barulho por aí, evitando também que as informações e curiosidades não se percam nas redes sociais, criamos para este ano a tag Notícias. Nesse espaço, você ficará por dentro das doações, leitura compartilhada, participações em eventos culturais, entre outras atividades que curtimos e compartilhamos.
O QUE VEM POR AÍ: 
Para começarmos em alto astral, amanhã vão rolar duas postagens no blog. Pela manhã, vai ao ar a resenha que a gente considera a gênese do "Baú Vermelho", é um texto para relembrar, mas tá valendo. À tarde, vou indicar um romance super bacana. E, no domingo, vocês já sabem: dica da Emanuelle Silva. 
Feliz 2018!!! 
Um forte abraço,
Alfredo Lima 

Nota rosa - você deve estar se perguntando: o que essas imagens têm a ver com o post? Nada não. Simplesmente quis compartilhar o trabalho de um dos maiores fotógrafos do mundo. Richard Avedon.