FestFrance na quebrada


Daqueles lances que a gente não consegue imaginar.  Só depois que rola, acontece, cê vira e diz: “que experiência fantástica, mano!” Estou falando do FestFrance Brasil  na nossa quebrada. Rolou no último sábado.

Antes de descrever um pouco do festival, venho aqui mandar um SALVE para o Maizena, grafiteiro, artista responsa da nossa região, mano que tá sempre lutando contra a “cena anêmica de Contagem”. Sem ele, brother, o evento não aconteceria no Parque Vale das Amendoeiras. Gratidão, Maizena!  
Infelizmente não pude acompanhar toda programação. De manhã, estava no colégio. À tarde, só fui levar a Leandra Pacífico, minha esposa, ao evento. Fiquei cuidando das nossas filhas, curtindo o parque, ali entre fazer uma mamadeira e preparar um lanche, tá ligado? De babá!

Já Leandra curtiu tudo que tinha direito. Fez oficinas de roteiro e direção com a artista Sonadie San. Minha esposa ficou simplesmente encantada. Depois de passar toda tarde no parque, saiu com aquele gostinho de quero mais, acompanhado de um “uau! que mulher fera!”  
Sonadie San
Quando voltei com as crianças para buscar a Leandra, tive a oportunidade de assistir a dois curtas, o primeiro dirigido pela Sonadie San, intitulado Ouvre lês yeux. Depois rolou aquele bate-papo com a plateia sobre o processo de criação que tanto curto. Foi de arrepiar, mano!

Maizena perguntou se o curta tinha influência do cinema norte-americano. E Sonadie San respondeu que sim, pois cresceu ouvindo rap. Disse ainda que aquele trabalho tinha sido influenciado por Quentin Tarantino e Pedro Almodóvar.      
Aquilo foi demais: ter na nossa quebrada uma diretora francesa retratando sua trajetória, contando-nos sobre o submundo de Paris; de periferia pra periferia, sacou? Sem rodeios, sem mi-mi-mi, ali, na real, mandando ver, sem evitar nenhum tipo comentário, tipo... na lata.   
Fechando: estamos em êxtase!

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