farelétrica


Danço nas cores do balanço, após multiplicar o silêncio que há no sopro da abelha. Minha prosa é centelha. 

Ainda não aprendi a separar os cantos no canto que é a vida. Os ritmos disparam as cores e eu apenas esfarelo os tons.

Tenho acordado no bordado da noite para prestar contas a um grilo que canta nos campos de minha inconsciência. 

Como os sonhos são reais na leveza turva das curvas que se desenham em tuas montanhas!

A manha das manhãs é registrar no teu lenço tudo o que penso, compartilhando pequenas doses do delírio  esfarelante.

... farelos por aí ...
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