Aqueles tipos da resenha...

Até a última década eu acreditava que resenha fosse apenas um gênero textual muito solicitado nas universidades. Presente também nos jornais e revistas. As famosas resenhas críticas de livros, filmes, peças e shows.  
Depois de um tempo, o vocábulo ganhou força naqueles comentários televisivos – sempre inteligentes, enriquecedores, pós-partida de futebol.
Diferente desse tipo de resenha, mantido pelas emissoras de TV (um dinheirinho muito mal investido, porque cá entre nós, os comentaristas esportivos, no geral, são prolixos por demais; com raras exceções, claro). 
Por outro lado, aquele momento após a peladinha do fim de semana, também recebeu o nome da resenha. Há quem diga que, nesse caso, às vezes a resenha é melhor do que o jogo. Sério! Como não tenho habilidades nem para gandula do futebol de várzea, não vou intrometer nesse lance.
Meu lance é outro: as resenhas que têm dado o que falar pelas bandas da capital mineira.  
Calma, leitor com as mesmas primaveras do que eu. Muita calma nessa hora. Você compreenderá logo, logo.
Tudo aconteceu numa segunda-feira. Após o 3º horário, uma jovem do terceirão se juntou com mais algumas colegas na sala onde eu estava e começaram com a “resenha da última resenha”. Assunto vai, crítica vem; de repente a Mary alfinetou os brothers que não possuem iniciativa para chegar nas garotas e por isso mesmo representam o “quadrado da frouxisse”. É aquele lance de falar pra mina que |tipo| o amigo do seu amigo |tipo| tá a fim dela, sacou? 
– Eu não entendi nada. Por que o próprio sujeito não vai até a menina com quem quer ficar?
– Porque o cara é frouxo, fessor! Preciso dos seus amiguinhos pra pegar uma garota.   
– Nessa hora, a gente vai logo usando o velho truque de que é lésbica e descarta o cara – comentou uma das colegas.
– Ou a gente levanta a mão e mostra a aliança ou anel (falsos) para ver se o infeliz vaza logo. 
– Na boa? Um cara sem atitude assim cai uns 10 pontos na escala – conclui Mary.
Para uma segunda-feira, aquilo estava bom demais. As alunas foram para o intervalo e eu fiquei com a tal da resenha na cabeça. Claro que todo professor já ouviu falar dos sucessos e insucessos desses eventos. Isso mesmo, ilustre leitor, resenha de uns anos pra cá é o nome de uma festa, um “encontro dos jovens”. Como nunca participei de um evento dessa natureza, fui atrás dos perfis que a gente encontra por lá. Não consegui a lista completa, mas caso algum brother queira completá-la, por favor. Sem mais delongas, do contrário, vou ficar parecendo com a resenha dos comentaristas esportivos, não é mesmo?
1.      Há o “tipo dançarino”, que arrasa. Se for axezeiro então, ninguém segura.
2.      Por outro lado, tem o tipo que critica axé, mas que adora dançar na boquinha da garrafa em outros rolês.   
3.      Disseram-me que lá também, claro, encontramos “sarradores” e “marmiteiros”.
4.      Tem o tipo “otário” que vai com o intuito de ficar “louco” e acaba estragando a resenha.
5.      Somam-se a esse grupo os famosos “ideias erradas”, também conhecidos como “PTzeiros”.
6.      Não podemos esquecer que os jogadores de LOL também frequentam as resenhas (Quero conhecer melhor esse perfil)
7.      Há os manos que “inventam que fazem PROERD só pra cair fora”.
8.      Mas não se engane, minha querida. Cuidado com as Falsianes de plantão! Elas vão de bonde pra resenha.
9.      Não precisa dizer. Precisa sim. Nas resenhas também rolam PT. Nesse cenário surge outro perfil, muito prestativo: As enfermeiras. “Os anjos que são amigos suficientemente pra perder a festa e ficar cuidando dos outros quando o álcool aperta”
Não faço PROERD, mas tô vazando; e qual seria mesmo o 10º tipo das resenhas? Que perfil ficou de fora, gente?
Fui. 


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