Fiscais do comportamento - I


Abaixo os fiscais do comportamento! Não se assuste, leitor(a). Você não está diante de um protesto. É somente uma crônica de desabafo. Um café amargo que servirei aos fiscais do comportamento. Só isso.  

Por falar em café – começo por aí – sempre colocamos açúcar nessa bebida. De uns tempos pra cá, minha gente, foi que descobrimos os males do açúcar; mas isso não dá o direito de fazer careta quando peço um café com açúcar, viu?

Não é todo dia que acordamos dispostos e saímos por aí como se tivéssemos encontrado passarinhos azuis. Isso, oh, não lhe confere o direito de me acusar de político por sair cumprimentando Deus e o mundo nas manhãs, entendeu?

Respeito sua alimentação balanceada, os ricos nutrientes da sua dieta importada; mas cá entre nós, não estou a fim de ficar te ouvindo, dentro da minha casa, o que devo comer, que isso causa aquilo outro, compreendeu?   

Não tenho nada contra seu perfil musical. Nada mesmo, agora é duro ter que ouvir suas sugestões de como devo ouvir tal estilo, assim ou assado, na velocidade ideal, isso é....

Pena que ainda não saiu no jornal da noite, na revista da semana, na série da Netflix. Uma pena mesmo. Porque se ainda não sabem, esta crônica está que é um grito só: vocês, fiscais do comportamento, são chatos por demais.

Ah, quer saber?

Amanhã é sexta-feira e vou ouvir Bob Marley.

Até...

...farelos por aí...      

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