A menina da Fita (R)

Por mais que o estudo na área de linguagens tenha avançado, questões muito simples sobre o universo da arte literária ainda não são tão esclarecedoras quanto mereciam. Refiro-me aos textos não verbais.

Por falta de informação ou até mesmo por resquícios de um preconceito cristalizado, muitas pessoas não consideram charges, tirinhas e cartuns como textos artísticos. Soma-se a esse grupo o fato de que muitas escolas no Brasil não adotam histórias em quadrinhos na sua lista de obras literárias.

Confesso que só fui conhecer os livros de imagens na graduação. A partir das lições da professora Ivete Walty, nas aulas de literatura infantojuvenil, que aprendi a ler e a apreciar essas lindas composições. Imagine uma sequência de imagens, cenas (ilustrações) sem nenhuma palavra...
No último fim de semana, sentamos com a nossa filha de apenas quatro anos e lhe apresentamos a obra “A menina da fita”, de Ana Gabriela Souza Lemos, umas das belas publicações da editora Miguilim. 

Acho que foi o segundo título de imagens que a Cecília ganhou de presente. Curiosamente, ela se identificou tanto com a obra que, desde a última sexta-feira, está se achando a protagonista... “toda...toda”. Isso porque tem o luxo de usar a mesma fita da personagem, adorno que acompanha o livro.  

Por que nossa filha gostou tanto dessa obra de Ana Gabriela Souza Lemos? Imagino porque, assim como outros leitores (crianças ou não), a narrativa ali encenada tem a magia de nos prender na rede de importantes valores, como solidariedade, a sensibilidade e a beleza de ser útil ao próximo nos mais distintos momentos da vida.

Caro leitor, que seus filhos e/ou netos não levem tanto tempo para descobrir a fantasia presente nos livros de imagens como este humilde educador que lhe escreve. Hoje, a dica literária foi para as meninas. Em breve, será para os garotos.

Até o próximo post. 



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