Amigo era perda de tempo

A obra “Mais com mais dá menos” de Bartolomeu Campos de Queirós incomoda o leitor. Critica. Evidencia. Provoca. A partir de uma abordagem detalhista, ela toca, de forma sutil e precisa em um sentimento de desespero. 

Ao trazer a narrativa de um menino ambicioso que deseja tudo o que vê, fica muito claro ao leitor que essa ânsia por poder é consequência de desespero no sentido de não sociedade e de vazio existencial. O título da obra já demonstra isso: “Mais com mais dá menos”, quanto mais se tem e se deseja menos percepção e controle teremos sobre o que nós somos. Por essa inquietude que o autor nos proporciona é que escolhemos esse livro para o seminário “Compartilhando leituras”.
            

Tal inquietude é gerada pela situação abordada na narrativa, mas também pelo fato de que ao longo dela passamos a enxergar esse menino sem nome como um padrão social e individualista possuidor de dedos longos e palma da mão larga que guarda para si tudo o que pode e que está sempre a observar possíveis brechas para que na menor das oportunidades torne-se mais poderoso.

Nesse contexto. O “poder” adquirido pela pessoa diminui seu caráter. Diante disso, “Mais com mais dá menos” é uma forma de alegar que quanto mais se tem menos se é, quanto mais poder se ganha menos se tem a oferecer.

E esse poder adquirido cega e quando estimulado aliena, a personagem principal não tinha nenhum amigo. Amigo era perda de tempo. Em contra partida, era tido como exemplo pelos pais e professores. Esse garoto que gostava dos números e das contas de somar e multiplicar não entendia a natureza porque esta não cobra pelo o que fornece.

Ao final da narrativa, entendemos que esse menino reside em cada um de nós e que devemos nos policiar para, que na vida, não nos tonemos “poderosos demais”.

Resenha elaborada pelas estudantes: 

Jade Carvalho
Laura Farias
Kathleen Spina
Yasmin Vianini
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