Era efêmero o que chamávamos de amor

Por Sofia Lana* 

Hoje me perguntaram o que eu faria “por amor”. E, sinceramente, foi a única coisa em que fui capaz de pensar o resto do dia. Não soube pensar no que eu faria, mas tenho certeza de que ainda não fiz. 

Não sei se dançaria tango no teto, limparia os trilhos do metrô ou iria a pé do Rio a Salvador. Antes de pensar em provar, creio que devemos conhecer o amor. E não ouso dizer que o conheço por inteiro.

Uma palavra tão pequena e tão corriqueira aos ouvidos que acaba perdendo sentido no percurso.

Amar de verdade é forte o suficiente para que, quando conhecemos, temos certeza de que o que chamávamos de amor era efêmero.

O amor permite tantas vertentes... engloba um turbilhão de sensações e outros sentimentos. Existe uma linha tênue entre o amor "banalizado" de "ter carinho por" e o amar em seu mais profundo e perene sentido. E ultrapassar essa linha é mergulhar de cabeça no mais fundo e rico espaço, é permitir-se confiar e transbordar.

No final das contas, percebi que por amor não se senta com o intuito de planejar como agir. Por amor ou pelo amor, simplesmente acontece.

A maior prova de amor é amar...

Ps: comece amando a si mesmo, é o melhor (e o único) caminho 

* Sofia Lana é estudante do 3.º Ano do Ensino Médio.   


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