Depoimento de leitor


As lições que os escritores têm me ensinado. Espero que os leitores também possam aprender um pouco com esses mestres. Um deles virou estrela em janeiro de 2012. Caso não o tivesse conhecido, e me tornado um dos divulgadores da sua obra, certamente, hoje eu não me consideraria capaz de escrever para crianças. Com as narrativas de Bartolomeu Campos de Queirós, aprendi a necessidade do silêncio na liberdade do fazer poético.
Meus dias na quebrada nunca mais foram os mesmos, depois de visitá-lo em São Paulo. Maravilhoso e inesquecível 15 de janeiro de 2014. Conheci o moço no Sarau da Cooperifa, o maior do Brasil. Comi escondidinho no Bar do Zé Batidão, mandei uns versos no Templo da Poesia. Com o Sérgio Vaz, mano, aprendi a tratar a literatura sem frescura, tá ligado? A deixar na margem da ignorância o preconceito pela leitura de determinadas obras. E, de certo modo, a mandar às favas uma galerinha que só concebe como literatura o ilustre cânone. Ganhei forças para tocar as atividades artísticas na nossa comunidade. Esses livros em todo lugar vão dar o que falar. Aguardem...


Com ele, o universo se configura nas asas de um besouro. Cada vez que leio um poema do mestre Manoel de Barros, tenho a sensação de que muitas crianças encenam dentro de nossos atos o ato da criação, a gente se perde para se encontrar num reino de objetos desprezados, sossegados no pântano das simples ilusões, no arco-íris que se quebra a cada instante. É isso, em Manoel de Barros, a gente aprende “a carregar água peneira”. Nele, bem, ... o verbo delira.   
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