Por que escrevo?


A escrita diária sobre assuntos diversos, dispersos no espaço e no tempo, representa um exercício de aprendizagem constante. 

Não tenho a preocupação de classificar tais publicações. Há quem diga que são crônicas, outros afirmam se tratar de comentários, artigos, matérias. O gênero textual não importa. Traduzo, interpreto, ou melhor, represento experiências.

Numa viagem ao sítio de um amigo, lá naquelas horas antes do almoço, eis que olho para a reserva, a cinco metros da porta da cozinha. No meio de tantas plantas do quase inverno, ela imperava.

Não tinha papel, um pedacinho apenas. Só a caneta rosa de guerra. Na tábua de um caixote, rabisquei o momento-olhar para compartilhar com você, meu seguidor.

A poesia é a orquídea do outono no cerrado. Sua beleza resiste à seca, dribla a morte, espantando a poeira das cargas. Ela seduz o homem nas suas teias de emaranhado silêncio.


Fotografia de Adriana Xavier: Disponível em: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/236x/66/42/f2/6642f2b28e51eede0d8480e5f27cef72.jpg
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