Carta da escritora Vivina de Assis Viana

Que alegria receber a “carta” da escritora Vivina de Assis Viana! Isso aconteceu no dia 16 de janeiro, MAS só fui abrir o envelope no último fim de semana. 

No dia 16 de dezembro de 2016,  redigi uma carta para a Vivina de Assis Viana, comentando algumas impressões a respeito obra “O dia de ver meu pai”. Para ler esta carta, basta clicar aqui. Lá você entenderá porque essa obra mexeu tanto comigo.     

Agora, conforme anunciado no título deste post, reproduzo com orgulho, alegria e gratidão a carta que recebi da escritora. 

Olá, Alfredo

Por pura coincidência, hoje faz um mês que você me escreveu - e emocionou -, falando sobre "O dia de ver meu pai", livro que escrevi em três madrugadas de setembro de 1976, aqui em São Paulo, onde moro desde maio de 68. Tudo o que você disse é muito bonito e muito sério, e não estarei mentindo se afirmar - e garantir - que, à medida que lia sua carta, ia me convencendo, uma vez mais, de que trabalhar com dedicação pode dar certo.
 Sempre escrevo com dedicação, empenhada em realizar um trabalho que, se possível, converse com o leitor.

Meu texto conversou com você, como velhos amigos. E a conversa, da qual participei enquanto lia sua carta, contou com reforços de peso, personagens inesquecíveis - Fabiano, Paulo Honório -, de livros mais inesquecíveis ainda: Vidas Secas, S. Bernardo. Personagens amigos, com os quais nossa conversa, felizmente, nunca chegará ao fim.

Você ressaltou, com muita propriedade, o papel e o significado das cores da capa e da contracapa da edição da Editora Lê, e peço carona em suas observações para dizer aos ilustradores, que não conheço pessoalmente, que seus azuis e amarelos enriqueceram meu texto, como se escrevessem ao meu lado.

Alfredo,  te agradeço pela leitura cuidadosa, pela atenção. E ainda bem que você espera conhecer outros textos meus... Quem sabe, tornamos a nos encontrar por aqui?

Percorri seu blog, foi uma bela viagem. Encontrei muitos amigos, alem de dois parceiros, Ronald Claver e João Carrascoza. Com o primeiro, escrevi Ana e Pedro, em 1989. Com o segundo, Nós 4, em 2015.

Te desejo um ótimo trabalho com os alunos, sempre. Também fui professora, aí em Belo Horizonte, no Colégio de Aplicação, e aqui em São Paulo. Muito bom ensinar aprendendo, como dizem as autoridades no assunto.

Um abraço afetuoso

Vivina

    
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