Robin Hood da literatura


Somos seres de linguagem. Aliás, o mundo se constitui a partir da linguagem. Convivemos cercados por linguagens. O mundo passa a fazer mais sentido, depois que compreendemos determinadas áreas do conhecimento. Parece-lhe óbvio isso que teóricos e artistas já afirmaram por aí, em suas obras, suas aulas, seus ensaios e diálogos.

Esse longo parágrafo inicial só foi para dizer mais uma vez que sou fascinado por esse mundo da linguagem artística, em especial, da literatura. Nesse cenário de vida & arte, receber livros para doação me enche de alegria. Estar em contato com edições das diversas décadas me faz sentir em uma aula com diferentes professores: livreiro, bibliógrafo, acadêmico, crítico, editor.

Nesses quase quatro anos do “Livros em todo lugar” já passaram mais de 9000 livros na minha casa, entre os que foram para a praça, os doados no Salão do Zezim e no Festival de Cenas Curtas. Sabe como sinto, recebendo livros de pessoas da classe média e repassando-os para os moradores da minha comunidade? Não faz ideia, não é? Virgínia Costa, minha amiga, me presenteou de forma brilhante:

– “Alfredo Lima é o Robin Hood da literatura”.


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