Nada

Na última noite sonhei com restos e cestos, num sono leve para a vida que é breve. Talvez eu tenha encontrado, em milésimos, o segundo da felicidade.

A última noite sonhou com os meus restos e cestos de esperança. A brisa soprou a brasa que visa queimar a liberdade de ser um e só e todos nós nos nós da felicidade. No sonho a gente desfaz os laços do cansaço e beija o aço da dignidade.  

Dignidade é aço, navalha que espalha brilho nas migalhas do povo sem brilho, sem malha, sem fogo, sem palha para encarar o sol da verdade.  

A última noite trouxe o cesto dos restos, das imagens em fragmentos e o espaço dos valores iluminando outras flores do meu jardim. Enigmático? Gosto dos sonhos, pois nele a vida dança com as cores ao som da fantasia.    



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