Hora de confessar


Tenho o privilégio de trabalhar com adolescentes. Para alguns colegas, trata-se de um público complexo, difícil de lidar. É verdade, às vezes, de vezes; por isso mesmo é que gosto de ser um educador.

Desafio que atrai descobertas, diálogos que renovam e inovam o meu percurso nesse eterno jogo do aprende/ensina. Aos 14 anos, dois sonhos estavam presentes em meus projetos: ser um professor de leituras e um escritor. Consegui chegar lá, meu irmão, com bônus sobre os ônus da classe social. Tudo que consegui foi com base nas centenas de leituras que fiz até aqui. Ascendi socialmente, nos planos artístico e cultural, tudo com foco e sede no  rico ato da leitura.


Mais do que professor, busco ser um encantador das letras do nosso País. Para além da poesia, cultivo a beleza da prosa de todos os cantos e encantos. Agora, enveredo por mais sonhos, em especial, o de levar esse prazer pela leitura aos moradores da minha comunidade.


No mês de janeiro, vamos montar a primeira biblioteca na quebrada. Para quem teve a vida transformada pelos livros, tu imagina o quanto estou ansioso para esse momento, não é mesmo? 

Crédito da imagem: http://assets1.exame.abril.com.br/assets/images/2014/3/459713/size_810_16_9_450398207.jpg
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