Dito tá lá


Danço nas cores do balanço,
após multiplicar o silêncio que há no grito da abelha.
             Minha prosa é centelha. 

Ainda não aprendi a separar os cantos, no canto, que é a vida.
Os ritmos disparam as cores e eu
          Apenas esfarelo os tons.

Tenho acordado no bordado da noite
para prestar conta a um grilo que canta
nos
        Campos de minha inconsciência. 

Como os sonhos são reais na leveza
turva das curvas que se desenham em tuas montanhas.
A manha das manhãs é registrar no teu lenço
tudo o que penso, compartilhando
pequenas doses do

                Delírio  esfarelante.
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