Não seja um marmiteiro

Não quero receber nenhum tipo de denúncia com a publicação desta crônica. Não tenho nada contra o sujeito ou a empresa que fabrica marmitas. Inclusive, já usei muitas marmitas. A questão é outra. Espere e você entenderá melhor. O lance é que, desde o início de fevereiro, prometi para a rapaziada do Ensino Médio que escreveria um texto sobre os marmiteiros. Chegou a hora.

Bem, o marmiteiro a qual me refiro é um tipo muito presente na juventude brasileira. Trata-se do tipo simpático, prestativo e, na maioria das vezes, gosta de ser gentil nas ações mais simples do cotidiano. Claro, o que ele mais sabe fazer é “marmitar”. Ainda não ficou claro?

Agora, você entenderá: sabe aquele sujeito que fica dias, semanas e até meses ... cheio de ideias pra cima de uma colega/amiga, geralmente da própria sala de aula? Sabe aquele brother que fica a maior parte do tempo na presença do seu alvo? Só que essa mesma figura não consegue consumar o ato, fica apenas esquentando. Ou seja, ele não consegue ficar/pegar/agarrar (são tantos verbos para uma simples “paquera” hoje em dia, né?) a menina que, na maioria das vezes, até sabe das intenções desse pobre coitado. Eis aí o típico marmiteiro!

Uma amiga, incomodada com a situação desse tipo de jovem, disse de forma lascada que o “marmiteiro é aquele que esquenta, esquenta para outro comer”. Na verdade, é isso que ocorre. Por falta de iniciativa, de atitude (aquela que as mulheres adoram), o marmiteiro passa meses aquecendo o prato, só que aí pinta outro sujeito mais ousado (nem sempre com as qualidades do legítimo marmiteiro) que vai lá e arrasta. Triste realidade!

Então, se você se identificou com algumas características desse tipo de comportamento, dê seu jeito logo. Não caia nessa de marmitar, por favor.  Vamos marcar uma hora para conversamos a respeito do assunto; pois a vida é muito curta para esses desperdícios.


Abaixo os marmiteiros!   
+