As meninas que nunca perdem a vez


Nada de peti pra cima de mim, depois que chegar ao final desta crônica. Vou avisando assim de cara, porque não admitirei reclamações vazias e de natureza insensata. Não estou estressado. É que chega uma HORA que a gente cansa de ouvir os comentários sinistros de uma geração que vai deixando ecos e vícios no tratamento conferido à mulher. Então, caro leitor, ilustre leitora, anuncio: este texto é em defesa das meninas que nunca perdem a vez.

Não sei o que você pensou, mas venho simplesmente discutir, de forma breve, (mas não leve) o velho lance de a gente detonar o comportamento das mulheres em festas, bailes, resenhas, entre tantos outros lugares.  Vamos ao ponto!

Se o brother é do tipo garanhão, aquele que “pega” (acho esse termo horrível)  o colégio inteiro; chega em todas as meninas; cresce sua lista de “ficantes” com facilidade; como é tratado pelos amigos? Ele é o “cara”, o mais popular entre os amigos, sujeito top. Um divo. Certo?
ERRADO
Agora, se uma garota, nesse mesmo cenário, vai paras as festas e passa o rodo geral; se é do tipo prosa boa, simpática; aquela que não tem medo de levar um corte, que também tem uma lista grande de “paquera” (eis aí um termo bem antigo), como ela seria tratada pela sociedadel? Garota assanhada, em tempos não muito distantes, alguns machistas de plantão diriam até que essas meninas são “putas”. Pode lhe parecer exagero, mas não se engane. A acusação é desse nível para pior. Certo?
ERRADO
Por que é aceitável e digno de elogio a um homem e deplorável, inadmissível para as meninas? Será que está escrito nas regras de boas condutas do “Livro Sombrio dos Machistas”? Ou ficou perdido nas páginas desconfiguradas da nossa Ignorância?

Calma aí, eu não estou apelando. Eu sou quero entender essas conversas atravessadas, desde o tempo de minha avó, acerca do papel da mulher na sociedade. Será que elas serão sempre o equívoco, o ponto fraco, o maldito “perigo constante” na direção da sociedade que não reconhece a integridade feminina?

Não precisa responder, agora. Eu só queria mesmo era defender “as mulheres que nunca perdem a vez”. E mais: que vocês continuem divando por aí, pois assim haverá mais brilho em nossas vidas.
CERTO?



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