Vermelho Amargo:a presença ausente


Desde a última quarta-feira, minha relação com a primavera está ainda mais poética. Por que? Abandonamos o tradicional formato da aula de literatura para compartilharmos a leitura da obra “Vermelho Amargo”, de Bartolomeu Campos de Queirós. O que está acontecendo, então?

No momento, estou ministrando com as turmas do 1.º Ano do Ensino Médio uma oficina de leitura literária. Isso mesmo: em roda, estamos assistindo às fatias de um tomate. Aos poucos, percebemos o quanto essa metáfora nos ajuda a compreender a relação do narrador-personagem com a madrasta que ele tanto odiava versus a mãe, a presença mais ausente na sua casa, nos seus sonhos, na sua vida.

Estamos no início das oficinas, mas as páginas que percorremos trazem luz sobre o sentido e a necessidade de se trabalhar na escola com a linguagem artístico-literária. Longe daquelas tantas caraterísticas da escola tal, do estilo de época tal, da decoreba das tantas figuras de linguagem.... a leitura e a pausa para a releitura respondem às questões que muitos colegas deveriam fazer no processo ensino/aprendizagem, como: por que ler os clássicos? para que trabalhar com um texto literário em sala? por que não ensinar literatura como uma operador de leitura do nosso mundo? por que não valorizar a literatura brasileira? 

Em breve, você ficará sabendo um pouco mais sobre essas oficinas.

Um abraço e até...
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