Adeus, farelo


Não sei quando rolará, também não estou muito preocupado se vai ser logo ou se nos próximos anos. O fato é que, nos meus próximos livros, assinarei o nome de batismo. Não mais, Farelo de Quiat. Calma aí, pois você entenderá os motivos. Bem, é o que eu espero.

Por questões editoriais e, sobretudo, a relação com o público leitor, enfrentei/enfrento inúmeras dificuldades para corresponder com algumas editoras. Há quem recuse as mensagens, simplesmente por pensarem que se trata de um spam. Falo sério. 

Em alguns bate-papos, levo muito tempo para explicar qual é a real do pseudônimo, entende? E isso, como você bem sabe, representa um ruído na comunicação. Diante desses desencontros, cheguei à conclusão de que a proposta do farelo é e continuará sendo a minha filosofia de vida, uma imagem da multiplicação. Claro que também uma forte homenagem ao pintor neoexpressionista, Jean-Michel Basquiat, registrada com a publicação de A terceira porta a lua.  

Não muda nada. Continuo mantendo o blog com o mesmo título, a página no Facebook e retratando, no meio do turbilhão de ideias, os temas que deram origem a tudo que você leu e lerá aqui. 

Sei que poderia ter lhe contado isso antes, mas só agora tive tempo para esclarecer a decisão. Claro que você poderá me chamar de Farelo. Não será, pois, nenhuma ofensa; pelo contrário, my brother, my sister, será o mesmo prazer de sempre.  

A única coisa que lhe peço é que mantenha o carinho, o respeito e o apoio de sempre. Assim, nós vamos longe. 
Um forte abraço,
Até breve,

Alfredo Lima

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