A cabeça do santo: relato de atividade


Ao longo dessa semana, o 1.º Ano do Ensino Médio do Colégio Santa Maria Floresta dedicou grande parte das suas atenções para o romance “A cabeça do santo”. Antes de descrever alguns momentos marcantes do evento, aproveito para agradecer a escritora Socorro Acioli por nos enviar o afetuoso abraço aos alunos e por ter demonstrado enorme interesse em conhecer as atividades desenvolvidas a partir do livro.

A obra “A cabeça do santo” foi selecionada para o trabalho no primeiro trimestre de 2015 na rede de Colégios Santa Maria. Provavelmente, a primeira escola em Minas Gerais a adotar esse título de Socorro Acioli.

RELATO DAS ATIVIDADES

Os alunos tiveram um grande prazo para fazer a leitura da narrativa, porém desde o início do semestre estavam conscientes de que o trabalho, a análise da mesma exigiria habilidades/conhecimentos de outras áreas artísticas, em especial, do teatro.

Primeira proposta: eu sugeri aos alunos a representação de 05 cenas, passagens da I PARTE da . Cada aluno tinha a liberdade para escolher um desses momentos do romance e com mais três colegas, no máximo, montar esquetes. Os alunos tiveram 24 horas para montar e representar as cenas.

Segunda proposta: com o restante dos alunos, foi proposto um jogo de perguntas e respostas sobre curiosidades, detalhes e cenas de grande relevância no corpo do romance, a saber: o jogo de interesses entre Francisco/Aécio Diniz e Samuel; a representação dos cães que vigiam (ou não) a cabeça do santo; as incertezas do protagonista; as constantes vozes na cabeça do santo e a presença da morte como, talvez, uma das mais importantes personagens dessa obra, segundo alguns alunos.  

Terceira proposta: considerando o sucesso das duas atividades acima, e também a título de desafio, propus a todos a representação de uma cena, um momento marcante do livro. E, nesse caso, o destaque foi da aluna que representou a personagem Helenice, como uma figura descontrolada, complexa. A cena foi uma justificativa para o maior crime da personagem.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES FINAIS

1. O romance “A cabeça do santo” é uma homenagem à cultura brasileira, uma rica representação da nossa fé e de seus desdobramentos, é uma espécie de (re)descoberta do Nordeste com todos os seus encontros e desencontros, casos e descasos.

2.A leitura nos permitiu caminhar ao lado de Samuel, percorrendo lugares desconhecidos ou por que não dizer esquecidos pelo poder público? Acolhidos pelo interesse dos poderosos, flagrado apenas no “circo dos monstros”.

3.Por outro lado, como não rir do encontro de Samuel com o personagem Francisco? Como não ficar curioso para entender a lamentação de todas as mulheres em busca de marido? E por que não se arrepiar de medo de d. Niceia com sua voz de vento e seu constante anúncio do evento?

Agora, não posso mais descrever cenas/partes/ imagens da obra. Fica a dica desse maravilhoso retrato do Nordeste. É uma leitura para jovens e adultos. Aos alunos de outras instituições, comente com o seu professor, procure na biblioteca da sua escola. Aos professores interessados em conhecer um pouco sobre essa atividade, coloco-me à disposição, basta entrar em contato aqui mesmo pelo blog. 


Disponível em: <diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/caderno-3/historias-do-santo-de-casa-1.818111> 
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