que nunca se desgasta



“Sou frágil o suficiente para uma palavra me machucar, como sou forte o bastante para uma palavra me ressuscitar” sempre afirmava o escritor Bartolomeu Campos de Queirós.

Na atividade de escritor uma palavra nos devolve a paz da infância, a coragem da adolescência e nos coloca diante dos mistérios que pairam em todas as fases da vida. 

As palavras são brinquedos que nunca se desgastam como afirmou o poeta.

Recordo-me do processo de criação dos contos que compõem “A terceira porta da lua”. Nele voaram palavras como vozesruario e silêncio.

 Um crítico literário chegou a dizer que em tais narrativas “o silêncio dos personagens excluídos era um grito de desespero”.  

Às vezes, encontro nas palavras a única forma para chegar aos lugares onde só a literatura permite, transgredindo o limite do real que não dá conta da ponta do labirinto, dos espelhos que sinto ... no caminho.

Trato as palavras com carinho. É com elas que reconheço a importância do espinho que há em cada rosa, da poesia que mora na linha da prosa. 

... farelos por aí ... 
A pintura que ilustra esta crôncia está disponvel em: <http://www.alexameade.com> 

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