Violência: História/Literatura/Sociologia


Nessa tarde, tivemos o privilégio de marcar presença no Colégio Liceu Santa Maria Imaculada, abordando a temática da violência sob o prisma da Geografia, muitíssimo bem representado pelo professor Antônio Luiz (Khaled), a Sociologia/História na batuta da professora Tracy Cristina e a Literatura no papo disperso deste que vos escreve.    

O bate-papo foi aberto com a leitura de dois contos postados aqui no blog, ao longo de 2014. Confira-os: 

Disparos no frescor da ignorância

— Tá pensando o quê? É claro que tu não vai me identificar. Só apareço nas épocas de eleição para constar nas estatísticas da pobreza e fortalecer o discurso do político que quer acabar com a pobreza, tá ligado?
— Você não tá ligado mermo. Passa todos os dias e olha como se a gente fosse de outro mundo. Tá pensando o quê, mano? E se fosse e eu lhe mandasse um f.?
— Outro mundo é o Carvalho que deu nome pro morro onde a rapaziada aqui mora e só de pensar que a gente reside na favela, cê fica aí pensando que tudo é novela, que ninguém morre de graça na quebrada. Tem muita gente inocente morrendo aqui em cima, tá ligado?
— Claro que não, ocê é muita patricinha pra saber que seu discurso insensato não vai separar inocência de estatísticas e noticiários e um bando de otários falando das paradas que não sabem.
— Mauricinhos, não foi nada não, viu? Somos filhos da rua, somos invisíveis. E “beijinho no ombro para os desavisados”.

Fica esperto, mané!

Cê tá pensando que aqui rola confusão só pela manhã? A chapa esquenta toda hora. Chega de 9hora que o bagulho chega sem sinal. Otário nenhum vai dá grito.  Escutô? Os homi tá pegando geral. Criança perdida na dança, na escuridão. É tráfico, é tráfego e o caneta tá sem fôlego. É a real da quebrada, cumpadi, vá se acostumando...volta por onde veio não. Qui num é lugá de pesquisa não, meu filho.  Pá-pá-pá – buuum. Hora de vazá, malandragem. 

Meus caros, foi sensacional. Rolou exibição de vídeos, discutimos a violência na mídia, nas telenovelas, na Filosofia, enfim no dia a dia. 
Aproveito para agradecer a professora Tracy, a coordenadora Verinha e todos os funcionários do Liceu.

+