Com pó na nuca

Como sabe, curto bastante a relação entre autor/leitor. Tal diálogo permite um olhar mais humano para a arte da palavra, fortalecendo assim a importância da literatura em nosso País. 

Nessa mesma linha, procuro seguir o exemplo de dois brothers aqui das Minas Gerais: o performance Wilmar Silva e Pierre André, escritor e contador de histórias. A relação com o público faz toda a diferença.

Com a criação do grupo no Facebook, tenho a oportunidade de compartilhar o depoimento dos leitores de “A terceira porta da lua”, conversar um pouco sobre as narrativas e comentar a proximidade com outras artes. O espaço é nosso.
Luiz Ruffato, escritor de Cataguases - Minas Gerais, a quem dediquei um conto
Sete dias após o lançamento, eis as impressões de Nathalia Bertú sobre a narrativa que escrevi em homenagem ao escritor Luiz Ruffato:

“O conto “Com pó na nuca” é construído a partir de uma alternância de discursos, situações e imagens, misturando o relato presente de um assalto com o próprio assalto, que ocorreu em um tempo anterior à conversa que a protagonista tem com a avó. No entanto, essa relação não é explícita, já que não há uso de conectivos como o travessão e as introduções para separar as cenas; cabe ao leitor compreender e organizar as situações e falas das personagens. Além disso, o texto começa pelo final, mas também passa a impressão de não ter um começo. É, portanto, cíclico, e flui de um modo rápido, que remete tanto à velocidade em que nossos pensamentos são processados quanto à entropia dos dias atuais (e como o tempo carrega nossas vidas, em meio a uma confusão e rapidez que nos desnorteiam!)”
(Nathalia Bertú, universitária)
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