Carrego silêncios


Com o nosso pai, há mais cores no horizonte. É ele que diz onde nasce a fonte. Ensina-nos a importância de ser, antes de pensarmos em ter. 

Tive e ainda tenho dificuldades para falar do meu pai. Quando ele nos deixou, eu era apenas seis anos. Difícil, pois... só consigo falar dele por meio das imagens. Sua viagem é o enorme silêncio que carrego na vida. Lembrá-lo é preparar-se paras as vias.

O artista que há em mim é fruto dos silêncios do nosso pai. Ao pensar em sua linda história de culto à arte, à carpintaria, meus olhos se transformam num rio de alegria. Cada ponto é um sinal para a vida com suas magias... afago e afeto.      

Lembrar do meu pai neste e em todos os outros dias das nossas vidas é estar diante de uma linda casa de portas abertas.


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