A ocupação

Hora de ocupação. Desocupando alguns cômodos da história para assim, quem sabe, a gente poder construir uma outra História.

Na chamada pós-modernidade, se é que esse período histórico de fato existe no mundo das artes, somos convidados a refletir sobre os lugares da exposição, os cenários de exibição. 

Nesse sentido, a palavra de (des)ordem é, pelo menos até então, deslocamento, desde o advento do Dadaísmo. 

A música clássica pode muito bem sair dos círculos convencionais para ser executada nas ruas, parques e praças. 

O grafite pode sair das ruas e ocupar as galerias convencionais daquele famoso museu. 

Os escritores podem tirar os nós da formalidade e trocarem umas ideias com as pessoas que ainda não descobriram o encanto das letras. 

O pintor pode sair do seu ateliê para pintar nas ruas, nos jardins públicos; assim captariam outras cores para suas obras, mais flores diante da vida e suas dobras. 

Este é o nosso canto de ocupação das artes, um pouco de quem vem ocupando as praças da minha quebrada com livros e enredos, sem medo. Canto em dueto com o amigo Paulo Fernandes, que também vem enchendo as praças de Belo Horizonte com histórias, magias e lições de incentivo à leitura. 

A porta do nosso bonde está sempre aberta.

Dois farelos por aí. .............








Fotografia de Rodrigo Braga
Disponível em: http://www.revistadacultura.com.br/revistadacultura/detalhe/14-07-31/De_dentro_pra_fora.aspx




















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