Perdidos no pedido

Leve esse seu sorriso ao 2º piso da ignorância que há no discurso sobre o curso das imagens que são atribuídas ao nosso lar. Meu filho, bem devagar para não machucar o silêncio do moço que nos estende o pão deste dia. Não se aborreça, meu senhor, ele está um pouco bravo.  

Um pouco de compreensão talha o mal que nos toma a plena graça das noites. Vem o frio, depois a fome, mas com ela já aprendemos a lutar, meu senhor. Difícil mesmo é ter que correr do fogo, do rapaz que quer nos assar. Num é brincadeira não, nem caso de televisão. Esse menino tá com uma cicatriz na fala, o senhor percebeu? Risco do filho de rico. Pesadelo. Pesado zelo.

Traz um gole de café, pão dormido mesmo. Não faz mal. Engraçado esse rapaz que está te acompanhando. Ele é simpático pra quilômetros. Gasta o precioso tempo nos ouvindo com a lente do reconhecimento. Sim, tá muito gostoso. A gente tem muita história pra contar, viu? Quando for, não dê crédito ao que ele vai falar...num é ofensa não.


Arranco até o seu último centavo antes que você venha cantar de bravo na nossa casa. Com os olhos de brasa, mãe, vou falar assim com aquele rapaz que quer tirar a nossa paz. E ele vai nos respeitar...entender que tudo que temos é a rua... imagens do nosso lar. Cadê o moço da fotografia?


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