A cruz da infâmia



“Abaixo os puristas”, assim escreveu Manuel Bandeira em um de seus célebres poemas: “Poética”. Como me contento com as migalhas, sacio-me por enquanto apenas com este verso. 

Ando meio desconfiado de que o purismo seja irmão da ignorância. Minto. Parceiro da incompetência. Não. Não faço referência ao uso da norma culta, ao emprego das regras da língua portuguesa. Defendo as regras da gramática normativa. 

Purismo aqui é entendido como hipocrisia. Abaixo uma sociedade purista, moralista, burocrática e incompetente. Um grupo de pessoas que tem que ser destronado um dia, antes que essas nos abaixem mais e mais. Que esse império de tanta babaquice vá beijar os restos da insignificância em outro mundo.


“Estou cansado desse lirismo que não é libertação”.  

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