Verde nos restos


Neste último mês do ano, quero sonhar com um pesadelo menos amarelo. É o centro dos restos, my friend! As margens desapareceram, mas falta-nos as cores do cotidiano.

A cor da poeira que tingiu suas roupas já deu tchau. Sem festas, Minas não há mais. Chega de gemer, porque chorar não vale. É isso ali, ele não sabe o que está fazendo. Por favor, sem espancá-lo. 

Das notícias que chegavam pelo Super, a melhor era a da gata sem silicone que posou no cone dos atrasados, mordeu milhões de otários com grana fácil, moeda de mostrar apenas as pontas. Calma, estou terminando.    

A festa estava tão boa, mãe. É verdade, minha filha, mas o que você ouviu, eu vi. Eu vi um monte de rapazes, tramando uma cilada pro seu irmão. "Onde ele está?" A essa hora, está bem ao lado de Nossa Senhora, proseando com o verde que ainda nos resta. "Por que Zarinha tá chorando, mãe?" 

                                                                     Farelos por aí. 
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