Saraus da semana

Sarau do 3.º JV
Ainda no meio da semana, mas muitos motivos para comemorar. Nas duas últimas manhãs, foram realizados dois saraus no Colégio. Ambos com um gostinho animado de “queremos mais.”
"O problema é dos poetas..."
Na terça-feira, a galera do JV realizou um círculo, sentamos no chão. Li um texto, um sonho maluco (postagem dos próximos dias) para abrir o evento. Os participantes liam, declamavam ora no centro, ora no próprio lugar. Retiravam textos dos cadernos, da tela do celular. 
Renan apresentando sua música
Veja alguns poetas celebrados no evento: Paulo Henriques Brito, João Cabral de Melo Neto, Renan Simam, Guilherme Maciel. Fiquei bastante emocionado quando uma aluna, que até outro dia não curtia poema, mandou em alto e justo tom um poema do grande Sérgio Vaz. Foi de arrepiar. O melhor protesto que ouvi até agora em se tratando de Revolução na linguagem. Brilhante.

Nayara e o Bicho espalhando alegria
Tivemos o privilégio de curtir, em primeiro ouvido, a última composição do Renam Simam; a música que ficou pronta na última semana. Também da banda dele, com o seu violão badalado, a composição do Jorge, brother que mandou muito bem “o problema é dos poetas...”. Durante o sarau, fomos levitando. E para completar a festa, o Matheus nos presenteou com as fotografias.  Vários suspiros. Um prazer enorme em cada poema, em cada entonação. O horário voou.
II
Quarta-feira, às 7h10, aluno carregando baixo, brother afinando o violão, mais duas alunas treinando as letras, outras ensaiando os versos de José. Sala em meia-lua, a rua de um palco para a diversidade de versos, canções e encenações. Ju Barros e Raissa Vanilde arrasaram na abertura do Sarau do TG, tocando e cantado de forma divina.
Trecho de crônicas de Fernando Sabino, poema inspirado nos Beatles, canções de sucesso de Cássia Eller, homenagem ao Charles Brown Júnior. Foi mesmo de pirar o cabeção, Galera do Complexo. Mais? Belíssima interpretação de “Soneto da Fidelidade”, de Vinícius de Morais; “José”, de Drummond, trecho em versos da abertura de Romeu e Julieta. Naquele ritmo, naquele encanto, gostaríamos de ter levado o sarau a manhã inteira, mas o tempo aguardou outras surpresas. Após a batida do sinal, uma aluna tímida me procurou: “Professor, eu gostaria muito de recitar um poema. Fiquei o horário inteiro, criando coragem para fazer isso, posso?” Paramos tudo. Ela foi à frente, sentou e mandou “Ora direis, ouvir estrelas”, de Olavo Bilac, e foi aplaudida de pé. Sensacional.
Fico assim...encantado
Terminei essa manhã, recebendo de algumas integrantes do grupo “As Livros” uma linda rosa branca, com dois poemas de Paulo Leminski, enrolados no cabinho da metáfora, quer dizer, da rosa, com uma fita preta. Um sobre o Deus de cada um, o profeta em nós. O outro, sobre o encanto das ruas, a pele da cidade. Ah, meu Deus, haja coração!
Com os meus versos vagabundos
Vou criando outros mundos
Farelos pra todos os lados.


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