Sala de espelhos

Assim, assado, seu aço não encosta na porta desses sonhos medonhos, diante do reflexo.

Sou vagabunda, suja e imunda, mas não mudo, mude você com suas alas de ostentação. 

Não quero me ver diante dos seus reflexos, esses restos de nexos embaralham nossos traços. Meu laço é com a poesia das ruas, a cor dos muros, o silêncio dos pássaros sem gaiola. Quebre esses espelhos, quebre esses vidros, amasse essas imagens que se multiplicam e vire desloque essas luzes pra dentro do escuro que há em ti, vive em nós.
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