Caminhando pelas ruas de BH

"Isso não é uma maça" 
A minha manhã foi repleta de tarefas: cartório, reconhecimento de firma, autenticação, fila... a senha, depois dos  serviços bancários. Isso tudo poderia lhe parecer muito cansativo. Mas, no meu caso, fui recompensado.   

Tive a oportunidade de caminhar pelo centro da capital mineira e sentir os seus ruídos, sua pressa, sua insatisfação. Vi alguns camelôs na Praça 7. Há tempos que isso não acontecia. E, claro, vendo-os, é impossível não lembrar os meus tempos de baleiro, ao lado do meu irmão, no Café Nice. Saudades. 

A cidade sempre muda. Nunca é o que parece. João do Rio estava coberto de razão, a cidade mostra sua elegância por meio das almas encantadoras das ruas. Assim, nesse meu resquício de flâneur, aproveito para dizer que as pinturas que ilustram esta crônica são da artista Cléria Zoccarato, mais conhecida como Cleo, curadora do Empório Trecos e Afetos, loja do Edifício Maleta. 
Monalisa por Cléria Zoccarato
Isso mesmo... até lá eu fui parar nessa manhã. Fui  entregar alguns exemplares da Coluna, trocar umas ideias rápidas. Claro que cometi um pecado, indo tão rápido. Perdoe-me, Cleo...Depois, voltarei com mais calma. 
Sinto-me orgulhoso neste dia. Primeiro, por poder passear por algumas ruas de Belo Horizonte. Segundo, e claro, pela primeira vez, ter a autorização de uma artista para postar suas obras aqui no blog. Diante desses encantos, finalizo essas linhas com os versos de Paulo Leminski: 

Ainda vão me matar numa rua
quando descobrirem, principalmente,
que faço parte dessa gente
que pensa que a rua
é a principal parte da cidade

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