Uso do zap-zap causa discussão

— Eu não acredito que você teve a coragem de fazer o que estou imaginando.
— Pode ter certeza de que sim.
— Pagou 45,00 em um livro?
— Qual o problema?
— Em um livro de contos?
— Se fosse de poemas, romance, crônicas, eu também pagaria.
— Você é mesmo um otário. Eu nunca faria isso.
— Eu nunca ficaria no zap-zap, falando mal das minhas amigas, dando rolezinho no shopping e gastando o que não tenho.
— Você é uma pessoas careta.
— E você é uma garota carente.
— Tá me chamando de pobre?
— Não. Eu disse carente.
— E tem diferença?
— Se largasse esse celular um pouco e começasse a ler um pouco mais, talvez soubesse me explicar se há diferença.
— Ah, vá te catar.
— Acabei de catar sua ignorância. Pode embrulhar. É presente para o mercado.
— Tá tudo acabado.
— Nunca começou nada mesmo.




+