Entre a transparência e o silêncio

Mais do que escrever, cultivo o hábito da prosa. Gosto de trocar ideias com as pessoas. E, aos poucos, vamos compreendendo que a vida é, sem dúvida, um fascinante exercício de aprendizagem.

Depois de ter escrito algumas linhas sobre a obra de Clarice Lispector, ora professor de leitura, ora personagem, neta da escritora — Farelice — aproximei-me um pouco da Filosofia.

Na verdade não cheguei à Filosofia sozinho, mas graças aos bate-papos com os amigos Paulo Fernandes e José Carlos Moreira, ambos intelectuais da grande área. Diante dos meus delírios filosóficos, eles, sem se conhecerem, relacionaram as postagens com as ideias de Emmanuel Levinas; sobretudo, ao que diz respeito à "ética da alteridade".
   
Sinceramente, eu nunca tinha ouvido falar do referido filósofo. Porém, a boa prosa com os meus amigos apontou para essa leitura da filosofia. E para completar minha alegria, eis que o saudoso José Carlos me presenteia com uma bela citação de outro importante intelectual:


"A obra de arte existe somente para o homem, por sua causa e enquanto ele exista. A maior das obras de arte se tornaria um pedaço mudo de matéria em um mundo sem homens. De outro lado, sem a obra de arte o mundo habitado por homens se torna um mundo menos humano, e a vida dos seus habitantes seria mais carente de humanidade. Assim, a criação da obra de arte faz parte do agir humano constituinte do mundo; e a sua presença é parte do patrimônio do mundo instituído pelos homens, o único onde os homens podem encontrar abrigo". (JONAS, Hans. O princípio responsabilidade. 2006, p. 178).

É possível imaginar o rumo das próximas postagens? Um pouco de farelosofia.  

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