Nas barbatanas do silêncio

A louca. Giacomo Balla

Não sei ao certo quando foi que escrevi o meu primeiro verso. Sei da metade para o final, mas às vezes tenho a sensação de que estou no meio de um poema. Entre um ritmo, uma rima, dançando em busca de uma batida ou gritando atrás dos grilos da inconsciência.  

Na terça-feira (segunda não existe), acordo meio Quintana, alisando as barbatanas do silêncio. Mas quando o dia se vai e vem a conta da paz, sinto-me afinado ao som do Sérgio Vaz. 

Andando pelas quebradas, à tarde ou de madrugada, Oswald de Andrade encontra com o Bezerra da Silva e pronto. 

Ponto e pausa. Causa de outras rimas. Meninas, depois de amanhã, tem mais poesia.  Aliás, é poesia pra vida inteira! Entre nessa brincadeira. 

Num tá a fim de mandar uns versos aí não, ô my brother? 


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