Ao moço, nosso almoço

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Depois de um dia maravilhoso, celebrando com centenas de pessoas o Dia Mundial da Poesia, eis que minha vida mudou, metaforicamente.

Almoçando com a minha filha, encantei-me com o papo. Em pouca conversa, olhe o que rolou:
— Pai, agora quero a asinha.

— Mas coma, primeiro, o arroz, o feijão, a salada.

— A asinha é a sobremesa, não é, papai?

— Não, minha filha. A sobremesa é doce.

— Então, a vida é uma sobremesa?

Naquele momento, tive todas as palavras do Mundo e vim correndo escrever esta crônica. 
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