Todas as raças, cores e ideologias...

“Arrume um lugar para se acomodar, mano. Se não vai ficar sem!” Aconselhou o Sérgio Vaz.

Fiz o pedido de um Escondinho (um dos pratos mais pedidos do Zé Batidão). Depois sentei numa mesa com um moço que já havia me cumprimentado. É importante ressaltar que todo mundo que ia chegando, cumprimentava-me, apertando a mão. Era como se eu fosse da comunidade, tá ligado?

O moço? É o senhor Vavá, respeitado mecânico da rua do bar. Segundo o Sérgio Vaz, Vavá é o Jhon Travolta da quebrada. Bom de papo que só vendo. Professor de história aposentado do Estado, sete filhos e alguns netos. Uma figura e tanto. Em menos de meia hora, o bar lotou. Vou desenhar melhor.
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Várzea poética: trata-se da rapaziada do time de futebol da comunidade. Eles são parceiros da Cooperifa. Funciona mais ou menos assim... os jogadores frequentam o Sarau, curtindo os movimentos artísticos que circulam por lá, em troca, recebem apoio da Cooperativa, como patrocínio dos uniformes, entre outros.

Rock: galera que descobriu na rima uma forma de protesto, de se aproximar dos ideais da Cooperativa. São versos mais herméticos, porém muito elaborados. Dá para imaginar a guitarra ao fundo.

Reggae: muitos fãs do gênero musical. Além de mandarem versos na calma do estilo, eles improvisam em cima e levantam a galera com muita elegância.

Rap: homens, mulheres, jovens, adultos, negros e brancos...eles dominam o Sarau. Tá na veia. “São mesmo de responsa.”

Ah, não posso deixar de falar de uma poetisa, em especial, uma das mais aguardas pelo microfone: Dona Edith. (A senhora da direita, vestido estampado) na foto abaixo. Aplaudida antes, durante e depois e muito depois. Ela deve ter uns 76 anos. Manda muito bem.
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Quanto ao restante do público, impossível descrever. Vai de forma enigmática mesmo. Até a próxima e última postagem da série Cooperifa
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