Ponte quebrada


"Não gosto de ler. É chato. Nada consegue me prender. Começo a ler um livro, antes de terminar a página não consigo lembrar o que li no início. Não há um título de que realmente tenha gostado.”

Você que me lê, neste momento, deve está pensando: "esse seu ser humano não existe. É criação”. Existe. É verdade, seguidor. O jovem lá na primavera dos seus 17 anos relatou isso com a maior naturalidade do mundo e, certamente, nem vai se importar com o que escrevo aqui. Sabe por que? Ele jamais vai perder tempo com o textinho de um escritor na internet.


O menino não lê. Não aprendeu a gostar disso, sobrevive de resumos e comentários, arrota rodapés e pensa que sua situação não tem mais jeito: nem um tango argentino, como diria o Manuel Bandeira. A leitura de obras literárias é, para ele e muitos outros, uma pedra no caminho.

Que um anjo desses “que tocam trombeta” venha um dia e lhe dê um sopro de fantasia.

Fui
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