A rua de brilhantes


A rua estava aquecida, mas não era deste calor do setembro que vai. Para passar no passeio era preciso pedir licença e, com muito cuidado, falar o menos possível. Som? Só o dos pardais, voltando para suas casas e olhe lá. Ninguém olhava para outra coisa.

O bolso com lápis. Celular e outros eletrônicos ficaram em casa, descansando no leito dos lagos, vagos. Eles davam caminho na gentileza de cada virar de página. Não perdiam tempo, avaliando meus trajes. O desvio, às vezes, era o sorriso do corpo inteiro.

Essa rua não é minha, mas se fosse eu mandava ladrilhar com pedrinhas de conhecimento só para minha comunidade passar. Que rua é essa? A rua da leitura. 
Até daqui...
+