040 para Delta

Para Guilherme  P.
O sol era setembro de quase primavera. Vi um homem subindo a rua que eu descia. Descíamos. Não era um qualquer, mas o cara que gostaria de ser um dia, algumas horas, sete minutos e ponto

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Dele não sei o nome, para qual time torce, se torce. Quase nada. Apenas o desejo de ser aquele ser por alguns instantes, insisto, de estar na contramão dos astros, no canteiro central com o chapéu das cortesias no pé e é cantando para o céu que ele toca os instrumentos do dia, sua canção. O meu desejo, uma loucura? Não, criatura. Talvez, a cura na vontade de ser o outro. Alteridade. A idade outra de gritar no silêncio do não sei. 



Até daqui...

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