Bartolomeu Campos de Queirós

Curto a produção artística, sobretudo, o processo criativo da literatura. Também gosto de ouvir o criador. Nesse caso, entra em cena, aquela velha discussão. Há poetas, por exemplo, que só servem para a escrita. Na hora de ler ou declamar, dizer o seu texto fica uma coisa muito estranha. Chega a dar pena. Também existe a situação desastrosa de o sujeito ler tudo no mesmo ritmo, no mesmo tom. Nas entrevistas  geralmente sacamos esses lances. Não vou citar nenhum caso. É melhor procurar o belo onde o fio se esconde. Aprendi a dizer bonito assim foi com esse moço da fotografia. São Pedro precisou convocá-lo para um importante cargo: explicar às estrelas que elas continuam brilhando mesmo diante do clarão da lua.  


Às vezes, chego a afirmar que Bartolomeu Campos de Queirós é mais importante que Monteiro Lobato. Ainda não surgiu ninguém para contestar essa minha afirmação. Se surgir também, estou pronto para o confronto (eta rima danada). Esse foi para mim o exemplo de artista completo. Ler ou ouvir esse escritor mineiro é prazer e magia na dose equilibrada da infinita fantasia. Tive o privilégio de conversar e ouvir esse monstro da Literatura brasileira. Num desses dias, quero narrar o encontro com o escritor. Foi uma das minhas maiores experiências da arte com as palavras. Até daqui...
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